O mundo na janela

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A vida é o que acontece enquanto a gente dorme.

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A viagem acontece quando a gente acorda.

Viajar virou uma espécie de moda mundial a partir da contracultura dos anos 60. “Caia na estrada e perigas ver”, dizia aquele maluco do Galvão, que não cantava, não tocava e foi membro (no bom sentido – o mau, dependendo do ponto de vista, é o bom, mas isso é muito complicado, segundo o Teco) dos Novos Bahianos.

Eu, infelizmente, não canto, não toco e não sou membro. Confesso que não li On the Road, comecei até, mas não terminei, pois coincidiu com o falecimento do Tico, irmão do Teco, meus mentores e figuras que se tornaram habitués das revistas de celebridades, lá pelo final dos 60.

Como eu dizia, poucos escapam dos modismos e eu embarquei nessa. A minha primeira tentativa foi ir até Peruíbe de carona, com dois velhos amigos, onde acamparíamos em alguma praia. Teco alertou-me para o mico, mas eu queria mesmo entrar em contato com a fauna. Foram apenas umas 8 horas entre Santos e aquela cidade do Litoral Sul paulista, sob um sol que fazia a estrada bruxulear (nós também bruxuleávamos).

Era a bandeirada inicial de uma prova de fundo (também aqui, no bom sentido), à qual me dedico até hoje, sempre que o tempo e as economias permitem.

Como em tudo, houve evolução. Caronas, só aceito hoje se forem de avião. Mochila nas costas, impossível, tendo em vista a calcificação das vértebras, a substituição contínua de massa muscular por pasta asciutta, e o inegável avanço tecnológico representado pelas malas com rodinhas. Tampouco durmo mais no chão em estações de trem, como fiz na minha primeira visita a Veneza, ou em edifícios em construção em pleno inverno, como aconteceu em Gythio, no Peloponeso. Quem não dormiu no slepping bag?

Ainda gosto dos Rolling Stones e da idéia. Mas que é moda, é. Tendo em vista que originalidade é quesito de concurso de fantasias carnavalescas, e eu não sou nenhum Clóvis Bornay, às favas com os pruridos de rebeldia, só para parafrasear (para para?) o Jarbas Passarinho.

Estou aqui de passagem.

4 Respostas para “O mundo na janela”

  1. Ricardo Freire Disse:

    Bem-vindo e boas viagens!

  2. Diogo Disse:

    Ué?! E o esquilo não foi nessa? Putz, que sacanagem…

  3. A busca da praia perfeita « O meu lugar Disse:

    [...] acho que tudo começou com a busca da praia perfeita. Por isso a a minha primeira viagem foi pra Peruíbe. A lembrança mais marcante daquela aventura é a de uma japonesa totalmente inchada, sendo [...]

  4. genivaldo monteiro souza sandes cruz Disse:

    muito lindo este sit gostaria de receber por emei este sit voceis estão de parabéns meu muito obrigado

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