Me amarro em viajar de carro na Europa.
As estradas são ótimas, há um grande ganho em mobilidade para vivenciar os lugares de uma forma totalmente diferente do que se a viagem for de trem ou de avião. Não é mais caro, pode até ser bastante econômico se for um grupo de 4 pessoas, dividindo as despesas do aluguel ou leasing do veículo, combustível, pedágio e estacionamento.
Também permite optar por uma hospedagem rural, fora dos centros urbanos, geralmente uma escolha de boa, desculpem a expressão, relação custo-benefício. Fora o tempo que se ganha nos deslocamentos.
Tudo bem, alguém pode contestar e até provar que sai mais caro. Então, tá. Eu quero ver quanto custaria parar um trem no meio da viagem pra tomar um vinho no restaurante que surgiu na paisagem, ou para comprar uma caixa de chianti clássico diretamente do produtor, numa vinícola escondida no meio das colinas da Toscana. Ou então para fotografar aquele campo de girassóis ou um pôr do sol que você só terá naquele dia, em toda a sua vida. Sem contar que você só pega na alça das malas pra entrar e sair do hotel.
Ilha Tiberina, no Rio Tevere, o Tibre, em Roma
Em 1997, há 10 anos portanto, fiz a minha primeira viagem de carro pela Europa. De Roma a Paris, passando pela Úmbria, Toscana, Ligúria, sul da França, Geneve, Luxemburgo e Bruxelas. Nunca fizemos um percurso de mais de 4 horas de estrada. Sem canseiras, sem horários rígidos, o que numa viagem de férias são condições fundamentais para a minha pessoa.
Roma todo mundo conhece. É aquela zona onde tudo começou. Portanto, é uma zona que deu certo. Você tem uma demonstração do que é uma verdadeira zona organizada ao observar os romanos atravessarem as ruas, usando as faixas de segurança. Os desavisados são capazes de gritar de horror antevendo a carnificina. O cidadão romano, numa atitude típica de um maníaco em fase depressiva, levanta o braço, avança pela faixa e, por razões que só Júpiter pode explicar, a massa alucinada e buzinante de veículos – carros, triciclos, lambretas – desvia, reduz a velocidade ou pára, mas a gente jura que não vai dar. Vendo, é difícil acreditar que aquilo funcione sempre, sem vítimas. Mas parece que sim.
Nem sempre os turistas se deram bem em Roma. Houve um tempo, em que o cidadão aí da foto acima, à sua direita, só entraria no Coliseu como isca de gladiador. E obviamente sairia em fatias, tiras ou na barriga de um felino graúdo. Se bem que, nesse caso, o bicho poderia recusar o repasto, tendo em vista o aspecto pouco apetitoso (excesso de ácidos graxos saturados, muito osso e pouco músculo). Seria um milagre. Comemoradíssimo.
A comemoração de fato aconteceu, num hoteleco situado numa travessa da Via Nazionale, quase ao lado do Palácio Quirinale. Pão, queijo, copa, azeitonas e vinho tinto.
As praças e as fontes são uma instituição romana. Acho que eles inventaram esse troço. Ou então desenvolveram o conceito ao nível da perfeição.
Fontana dei Fiumi, de Bernini, na Piazza Navona
O melhor museu de Roma são as praças. Como a Navona, que apesar de óbvia, turisticamente falando, é a minha preferida. Passo o dia ali, na boa, é só descolar um patrocínio.
A Fontana de Trevi, aí em cima, fica numa praceta, sempre chapadíssima de gente.
Fellini a transformou em ícone do cinema, em La dolce vita, com um banho de fechar o comércio da Anita Ekberg. Você, obviamente não é cego, e já viu aí em cima o link pro trecho do filme a que me refiro. A Fontana de Trevi é a fonte mais linda que você verá, se já não viu, em toda a sua vida. É também a obra urbana que mais se assemelha a uma criação pura da natureza, e não fruto de uma intervenção humana.
Não resisti e tô chutando o balde. Foi só falar na Fontana de Trevi, em La dolce vitta, na Anita Ekberg, que me deu saudade desta foto. Acho que cês entendem, né? Taí, ninguém fala quem é, tá bom? Detalhe: como consegui tirar a multidão da foto é segredo de profissa, tá?
Trastevere
Bom, contei as minhas preferências de praças e fontes romanas. Passemos então ao segmento bairros. Também não é nenhuma novidade. O Trastevere é o mais romano deles, pelo menos para o nível de conhecimento que tenho da cidade. A primeira vez que fui lá, numa noite do verão de 1983, debaixo do prédio onde morava uma amiga havia um restaurante e o dono do restaurante estava de pé, sobre uma mesa de um grande grupo, fazendo um número em que ele fingia que urinava sobre os clientes, usando uma bisnaga com água escondida vocês sabem onde. É o exemplo do humor italiano. O bairro é uma beleza e, se você não se perder nas ruas tortas, pode encontrar uma tratoria inesquecível, sem correr o risco de sair todo molhado.
Descrever Roma é mesmo chover no molhado. Por isso, é melhor pegar o nosso Megane lá no Aeroporto de Fiumiccino e seguir pro nosso destino seguinte: Gubbio, na região da Úmbria.
Fui parar em Gubbio por causa da internet. Foi lá onde encontrei o hotel mais barato na região (o Hotel San Marco, um BBB clássico na época, hoje nem tanto, numa construção medieval mega-confortável, com um bom restaurante).A cidade tem uma atmosfera e um conjunto arquitetônico bem legais para servir de base, por 2 noites, enquanto conhecíamos Assisi, a cidade do Irmão Sol e da Irmã Lua.
Gubbio fica no alto de uma colina e oferece também belas paisagens rurais.
Como Assisi, na foto acima, só que esta é uma jóia mais rara e valiosa. A cidade onde nasceu São Francisco é um exemplo do inesgotável patrimônio artístico, cultural, arquitetônico e histórico da Itália, o melhor lugar do mundo pra se viajar, comer, beber e deixar as calças pra pagar as contas.
Depois de trocar cotoveladas com hordas de japoneses na imponente Basílica de São Francisco, onde jazem, segundo dizem, os chamados restos mortais do santo, fomos descansar nesta praça magnífica cujo nome me falta. E eu estaria realizado se só o nome da praça me faltasse. E estaria irremediavelmente extraviado, não fosse aquela garota pequenininha, encolhida no cantinho direito, sentada nos degraus, a minha guia, o meu farol, o meu guidão, quadro, selim e rodas, a decidir os nossos próximos passos.
Íamos contentes pela estrada em direção a Arezzo, atravessando a imperceptível linha que separa a Úmbria e a Toscana, quando fomos surpreendidos por este bando de ciclistas. Pára o carro, desliga o motor e ouve o silêncio varado pelos zumbido das bicicletas. Andar de magrela na Toscana é um programão. Para os atletas.
Chegamos a Arezzo na hora do almoço. Pit stop num alimentari, un netto di prosciutto, un po’ di mozzarella, panne, due pommodori i basta. Achamos um belo parque na entrada do centro antigo, com vista para um vale, e aplacamos a ira de Baco com una bella farofada.
Era dia da feira de antigüidades, que acontece um vez por mês em Arezzo e sobre a qual eu já falei noutro post.
Depois de fazer a feira, seguimos rumo a Firenze, onde montaríamos nova base pra passear pela Toscana. E o caminho, pelas estradas locais, é muito melhor do que ver filmes, fotos em revistas, ler histórias românticas e bisbilhotar na internet.
Em italiano, ponte é substantivo masculino. Por isso o conjunto de puxadinhos da foto acima chama-se Ponte Vecchio. O difícil é você contar o que achou ”da” Ponte Vecchio. Porque não dá pra falar “do” Ponte Vecchio. Então, combinamos, não vou falar nada ”da” Ponte Vecchio porque todo mundo sabe que é um dos cartões postais da mais bela cidade italiana, onde nasceu a língua arretada que se fala naquela península da esculhambação bem sucedida.
O maior susto pra quem vai pela primeira vez a Firenze é o encontro com o Duomo. Você vem distraidamente por aquelas ruas estreitas e movimentadas do centro antigo da cidade, teus olhos com o foco em macro, e de repente irrompe do chão aquela coisa imensamente desbundante que explode nos teus olhos, alta, volumosa, delicada, assimétrica, desconcertante. Il Duomo de Firenze é o meu templo preferido.
Como eu tô cheio de superlativos e preferências neste post, vou ficar em silêncio enquanto vocês vêem as esculturas, não se pode chamar isso daí de estátuas, né?, da Piazza Della Signoria. Acima e abaixo.![]()
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Conhecer BEM Firenze fica sempre pra uma próxima visita. Então o bom é também explorar um pouco a Toscana, uma forma de você tentar entender a parte pelo todo.
As estradinhas que ligam as cidades toscanas mostram uma sucessão de paisagens como esta aí, alternando vilas renascentistas, minúsculas cidades medievais, campos de ciprestes e vinhedos.
Umas das principais atrações é a aldeia medieval de San Gimignano, conhecida por suas torres altas e, dependendo do interesse cultural do viajante, pelas lingüiças e salames de javali.
Os períodos da Idade Média e do Renascimento foram marcados por acirradas disputas entre famílias rivais, paróquias rivais e cidades rivais. As 13 torres de San Gimignano foram erguidas por algumas das famílias poderosas que disputavam o poder local.
A brigaiada pelo menos resultou em algo bonito pro povo que veio passar por ali séculos depois. E que descobriu um excelente lugar pra chupar um picolé na sombra, durante o verão, enquanto aprecia o movimento. A pausa pro refresco serve pra recuperar o fôlego antes de chegar a Siena, o que será de grande valia.
O que te espera em Siena , como se pode ver na foto acima, é mesmo de tirar o ar. A imagem é só da chegada à cidade.
Esta é a Piazza Del Campo, onde acontece todos os anos em julho o Palio, uma corrida de cavalos com origem na Antiguidade em que se confrontam cavalos e cavaleiros representantes das paróquias, chamadas localmente de contradas. É uma corrida alucinante, no meio da multidão, e invariavelmente alguém se arrebenta inteiro. O Palio é também um exemplo vivo das picuínhas locais que fizeram da Itália um amontoado de bairros, cidades e províncias, em permanente rivalidade, até 1870, quando ocorreu a unificação comandada, entre outros, por Giuseppe Garibaldi, o marido da catarinense Anita.
Este é o lado oposto da mesma praça. Mais uma comprovação da tese de que os italianos são mestres absolutos em praças de cair o queixo.
Lá em cima você vê a fachada do Duomo de Siena, uma catedral espetacular. O piso, e eu tô falando só do piso, é de mármore incrustado. Dá pra sacar a maravilha só de ver um pedacinho. Preciso voltar a Siena, pra avaliar o que deixei pra trás. Cada viagem que faço assumo novos compromissos de retorno. Vou ter que nascer de novo.
Antes de pegar a estrada novamente, mais uma olhadinha. Siena é… inesquecível! OK, não consigo pensar coisa melhor pra descrever.
Entre Siena e Firenze fica a região do Chianti, onde se destaca a microrregião do Galo Nero, onde se produz o Chianti Clássico, um dos vinhos italianos de maior sucesso internacional.
É a sua chance de encontrar uma vinícola aberta, provar umas taças e abastecer o porta-malas pro decorrer da viagem.
Não é só vinho que você encontra ali. Em cada curva você quer parar e passar o resto do seu dia observando as moscas.
E a melhor opção é observar moscas sentado à mesa no terraço de um restaurante à beira da estrada, refrescando-se com um branco geladinho. Este da foto acima nos tirou, literalmente, do rumo.
Pra encerrar Firenze, de onde partimos rumo às Cinque Terre, na costa da Ligúria, registrei a vista da janela do meu quarto de hotel. Um hotel simplezinho, mas que tinha emoldurada à parede uma vista ao vivo da Santa Maria in Novella, uma das mais belas jóias da arquitetura renascentista. Aí em cima, ela aparece de perfil.
Cá embaixo (mas aí em cima), ela de frente, olhando pra nós.
Saímos muito cedo, pra La Spezia, de onde pegaríamos a estradinha que percorre as Cinque Terre, o que pretendíamos fazer num só dia, pois reservamos hotel em Santa Margherita Ligure.
Riomaggiore é o primeiro povoado pra quem vem de La Spezia.
Fica numa pirambeira que desemboca num portinho minúsculo, onde pescadores guardam seus pequenos barcos.
É uma vila típica italiana, com suas casas cor de terra, roupas no varal, gente sem pressa conversando nas ruas, dando uns berros na janela ou bebericando num boteco.
Se fosse em Portugal, o lugar teria cheiro de sardinhas assadas. Não tivemos tempo pra reconhecer os cheiros de Riomaggiore. Tampouco fizemos um dos programas mais interessantes das Cinque Terre, que é a caminhada pela Via Dell’Amore, uma trilha pela encosta junto ao mar que liga Riomaggiore e Monterosso al Mare, o povoado seguinte. Quem fez isso foi o Jorge Bernardes, como relata no Gira Mundo.
Logo que vimos a turistada chegando de lancha de La Spezia, levantamos âncoras e voltamos pra estrada. Uma estrada estreitíssima, cheia de curvas, que sobe a uma grande altura, por entre vinhedos que produzem um vinho branco regional tido como de grande qualidade.
Só paramos de novo em Vernazza, pra almoçar. Vernazza tem uma prainha, junto a um porto um pouco maior que o de Riomaggiore.
Fomos a última mesa do almoço naquele dia num dos restaurantes que tem no porto de Vernazza. Subestimamos a fome, pedimos um spaghetti al vongoli pra dois. Quando fomos pedir uma nova rodada a cozinha tava fechada. Nunca mais esquecemos daquele spaghetti, que tentamos reproduzir em casa seguidamente, sem obter sucesso, é óbvio, porque não temos aquele porto, aqueles barcos, aquelas cores em nossa mesa cotidiana.
Deixamos Vernazza, como deixamos quase todos os lugares da Itália. Olhando pra trás. Com a certeza de que um dia voltaremos.
Santa Margherita Ligure fica ao lado de Portofino, com a vantagem de ser menos caro e ter um ambiente menos metido.
O que eu achei mais bacana em Santa Margherita foram os trompe-l’oeils das fachadas dos prédios junto ao porto. Ficamos imaginando que tipo de mão-de-obra é preciso ter num lugar daqueles pra fazer a manutenção das pinturas. E compreendemos um pouco por que a Itália parece sempre tão cara pra nós.
Antes de partir logo pela manhã do dia seguinte, mais uma última vista da paisagem, pra garantir aquela vontadezinha de que já falei.
De lá fomos, numa só pernada, até Bormes Les Mimosas, perto de Saint Tropez, não sem antes fazer uma visita à família Grimaldi.
Foi a visita mais rápida que fiz na vida. Seguimos as placas, margeamos a marina…
… entramos neste túnel e seguimos o carro à direita. A luz no fim do túnel era o olho da rua, também conhecido como auto-estrada. Seguimos com caras de bobos até a próxima parada.
Bormes Les Mimosas foi escolhida como base por sua proximidade com a Côte D’Azur e por ter um hotel baratíssimo, descoberto na internet.
Bormes fica a 38 km de Saint Tropez e é conhecida como a cidade mais florida da França.
O hotelzinho em que ficamos é esse aí, com um restaurante anexo. Foi lá que fiquei sabendo o que era andouillette e que eu detesto andouillette. Trata-se de uma salsicha feita de intestinos de porco. E tem cara de intestinos de porco. Eu diria até que tem cheiro de intestinos de porco. No plural.

Saint Tropez causa várias impressões. Vou falar de duas. A primeira é esta provocada pela foto aí de cima. Hordas de bobocas fazendo platéia para o exibicionismo de donos bobocas (talvez a variação de vogais devesse ser outra) de iates, que posam nos conveses como orangotangos no zoológico. Como tudo em viagem se aproveita, há um certo interesse antropológico em ver a exibição e observar as diferentes reações do público.
A segunda impressão é a que se pode deduzir das cenas da seqüência de fotos que você acabou de ver. Há uma terceira impressão, aquela causada em nós por um pain aux raisins recém-assado, uma daquelas iguarias que você só encontra por acaso e passa o resto da vida procurando repetir a experiência, sem sucesso. Pra falar a verdade, a melhor impressão de Saint Tropez foi a do pain aux raisins quentinho. que devoramos desfiando-o em círculo.
Naquela época remota, não havia câmeras digitais. Então, economizávamos filme. O que nos deixou sem condições de mostrar os canteiros de flores de Bormes do jeito que gostaríamos. Mas fica aí a nossa despedida daquele pequeno e tranqüilo lugar da Provence, ou seria Côte D’Azur?
De lá, partimos para Geneve, o início da segunda etapa desta viagem.
Leia também
De Roma a Paris de carro – 2ª parte









































































Sensacional!!! Eu já estava desligando o micro para dormir quando vi seu email. Beto, temos o mesmo gosto pela Europa. Os mesmos roteiros! Várias fotos tiradas no mesmo ângulo… Estive em todos os lugares (menos em Bormes les Mimoses, hahaha)que vc descreveu em diferentes viagens e…. nossa que saudades!!! Lindas paradas. Adorei tudo. A foto em Arezzo está demais. Um barato! Eu adoro a Itália, acho a Toscana ainda mais especial do que a Provence, só na Toscana dá para comer todo dia massa com salsa tartufatta por poucos euros. Maravilha!!!!
Ficou demais também a foto que você tirou da turista na Fontana di Trevi. O lugar que mais gostamos em Roma… Ficou demais este post.
Muito bom, coisa de profissional! A primeira descrição de Saint Tropez e de seus orangotangos merece ser incluída num manual de antropologia. Aliás, cabe bem em tantos outros lugares…
Caraca Beto, mandei o Cris ( primo ) fazer esta viagem ontem, este post veio perfeitamente a calhar pra ele. Espero que ele faça bom proveito!!! Um beijo, Thamy
Afe, você quer que todo mundo aqui tenha um ataque, Beto
Eu estou no teu time: adoro viajar de carro e a Europa é perfeita para isso. A maior quantidade de lugares interessantes e bonitos por quilômetro quadrado. Se for pela vontade, você acaba parando em todos os vilarejos simpáticos, nos ângulos bonitos na estrada, restaurantes e outras cositas.
O seu post me deixou com uma vontade louca de voltar…ainda bem que isso deve acontecer no ano que vem, se tudo der certo. Mas está tão longe…chuiff.
Obrigadão, tá muuuito bacana.
PS1: Que mulher fotogênica essa Maria…beijo para ela!
PS2: Já repassei o teu link para a minha família: eles fizeram um roteiro parecidíssimo com o de vocês até a parte de Cinque Terre, no ano passado. Vão suspirar também
Beto, assino embaixo das palavras da Emília!!! Aliás, eu já estou tendo o meu ataque aqui!!! Fiquei morrendo de saudades dos lugares que já conheço e louca para voltar à Europa e visitar vários outros que ainda não conheço…
Beto, o texto está uma delícia e as fotos, incríveis. Saudades enormes dos lugares que já fui e vontade louca de conhecer os que acabei não indo, como Arezzo. Vou me unir ao time das meninas que suspiram…
Emília, Carla e Mari, as meninas que suspiram parece nome de blog. Porque não fazem um as três juntas?
Thamy, que bom, espero que o Cris aproveite muito. E que diga pra gente se aproveitou mesmo.
Corvo, somos mesmo símios profissionais.
Jorge, é a gente empata em vários quesitos, né mesmo?
Beijos a todos e obrigado pelos comentários. Depois mando os cartões magnéticos de sócios preferenciais, OK?
Beto,
Esse post está realmente muito legal. E até a parceira de viagem é especial, combina com os lugares! Linda!
Fiquei curiosa para saber mais detalhes, com o por exemplo: em quantos dias fizeram essa viagem, quantos quilômetros rodaram, se devolveram o carro na França ou voltaram para Itália.
Se puder mande este detalhes e se não for pedir demais, pode ser no meu e-mail.
Ah, eu também quero fazer parte das meninas que suspiram.
Bj
Liciana
Pegamos o carro, leasing de um Megane, em Roma, no aeroporto, e devolvemos em Paris, numa concessionária da Renault perto da Place d’Italie. Foram 4 mil quilômetros rodados, um pouco mais, em cerca de 20 dias. Em Roma e Paris, ficamos sem o carro, obviamente. Beijão
Quem está cá sonha com a América, quem lá está com a Europa…
Comprámos há anos um monovolume (cheio de buraquinhos, bancos que se transformam em mesas, fichas para máquinas eléctricas…) precisamente com a ideia de fazer “grandes viagens” . Tirando idas a Espanha nunca o usámos convenientemente. Custa-me a ideia de passar toda a Espanha, só com um a conduzir (eu sou tipo “tosca” com máquinas).
Realmente, começar em França é outra coisa. Parece que a Europa já está ali, “toda à mão”.
Beijinhos
Pingback: Na carona (ilustrada) dos amigos « Viaje na Viagem
Beto, obrigada pela resposta.
Bjão
Betão, esse teu post tá entre as coisas mais deliciosas que eu já li. Coidilôco!
Riqueza de detalhes impressionante, fotos belíssimas, e informações extremamente úteis…
Tá, vamos combinar que o cenário ajuda né. Mas de nada adiantaria se no volante não estivesse um cara com o teu feeling e bom gosto.
Um grande abraço, Diogo!
Beto, qué foto mais linda la de a Fontana de Trevi!!. Respira amor.
O Duomo é puro espectáculo. É sobrecogedor!!
Maravillosas fotos. Eu soy licenciada en Historia del Arte y he disfrutado muchíssimo con sus fotos. Puro arte.
La cuna de lo que somos todos: Grecia y Roma por encima de otras influencias.
Grecia el pensamiento filosófico y Roma la resolución.
Beto,
Eu sempre dou muita risada com a sua maneira de escrever. Acho seu blog o mais divertido de todos!
E eu concordo com vc, eu A D O R O viajar de carro!!
O que mais gostei, de TUDO, nessa excepcional matéria, foi… “ROMA, auela zona onde tudo começou”! LEGAL!
Beto,
Ai, que vontade! E você tem razão: desde que viajei a primeira vez de carro, sempre quero mais.
Uma pergunta prática: em que época vocês foram? As fotos estão lindas, com um sol gostoso, e as flores… Estava mais vazio, ou lotado (especialmente a Itália)? É para começar a planejar a viagem do ano que vem
Eu não consegui ler tudo….tou na maior dúvida! Se copio tudo e colo e arquivo no Word ou se volto todo dia aqui pra ler….tá demais!
Daniela, fomos no comecinho de julho. Já é verão mas ainda não é a muvuca das férias, que acontece a partir da segunda quinzena de julho e o mês de agosto inteiro. Só enfrentamos congestionamentos na Côte D’Azur, porque chegamos próximo ao feriado nacional de 14 de julho. Mas pegar trânsito na Côte D’Azur, apesar de não ser um programão, é bem melhor do que na Marginal Tietê, né? Tem sim, que planejar com bastante antecedência.
Isabel, Diogo, Carmen, Mô, Arnaldo e Daniela, que bom que cês gostaram. Voltem sempre. Beijos
Passei por aqui agora e sabem o que me chapou nesta passada? A puta qualidade das fotos! Cartão postal. Quer dizer, na qualidade, no enfoque, enquadramento e criatividade, dão de dez a zero nos cartões postais tradicionais.
Abraços…a todos.
Putz Beto, que viagem eu fiz agora. Vou lembrar deste roteiro quando tiver oportunidade de fazer pessoalmente (um dia, se Deus quiser, né?). Quando fui, em excursão, serviu mais pela descoberta, mas não deu para viver realmente a viagem. É tudo muito apressado, engessado. Quero me sentir livre para tomar o rumo que der vontade. As fotos estão lindas, até aproveitei uma delas como pano de fundo da minha tela.
Beijos
Mirian
Oi! Adorei ler este texto.. Eu revejo-me em cada palavra.. hà menos de uma semana fui pra Itália. Aterrei em milão e em seguida aluguei um carro. Percorri desde Milão a roma passando por Florença, Toscana e Pisa. Que cidades tão belas, que cultura e que monumentos. Florença é uma das mais bonitas cidades do Mundo, mas Roma é também inagualável.. um beijo.
uff…bem…ohhh…estou de queixo caído com sua viagem…maaraaviilhoosaaaa!! É prá essas coisas q o maledetto do dinheiro faz falta, mas peguei carona na emoção de vcs por alguns minutos..bjs e parabéns
Que bom, Ana, que você viajou também…
Olá Beto, Estou indo para Itália agora 14/06,eu e meu marido andamos muito pelo Brasil, mas vc putzz,passou uma emoção……
Estrada é nossa paixão,mas para Europa é a primeira vez.
Meu filho achou o seu blog, e ficamos encantados é tudo que imaginamos fazer.
Porem vamos chegar por Milão, pegar o carro e sarpar para Itália até a costa malfinata,
Tenho parentes em Bolonha,e aproveito para conhece-los,(coisa rapida),
Deixo o carro em Roma e vamos para Madri.
Aprincipio iriamos fazer Itália Madri,frança tudo de carro mas estava ficando muito caro.
Muito criativa sua viagem,aventura total e pra lá de proveitosa,Parabéns!!!!!
Ah!!!! E a bagagem? levaram malas e mais malas ou pouca coisa????
Ciau…
Beto, amei amei amei
Que viagem perfeita quero igual!!!
É a primeira vez que entro aqui e já quero perguntar…essa viagem foi feita em que época do ano?
Carla, fomos no mês de julho, começo do verão.
…se fosse em Portugal o lugar teria cheiro de sardinhas assadas…” e daí…?
Sardinha assada é também um hábito em muitas regiões pesqueiras de Itália, principalmente no sul, pequenos vilarejos onde cheira à mesma sardinha assada.
Você viajou pouco por Itália (de Roma para baixo há outro tanto como p’ra cima)
e pior, viajou com o olho espantado de quem vem do lado de baixo do Mundo.
Miguelito, de fato as sardinhas não são exclusividade portuguesa. Apenas uma característica marcante nos dias de verão. Ao contrário do que você diz, viajei bastante pela Itália (como por Portugal), inclusive ao sul (Sardenha, Sicília, Calábria, Napoli). O que não quer dizer absolutamente nada. Não penso que conheço a Itália. Tenho impressões. Impressões, quem sabe, de quem vem do lado de baixo do mundo. Sempre fui meio metido a hippie (sacou a gracinha?). Abraços pro povo aí de cima.
e meu caro estou aqui em roma e estou fazendo um roteiro modesto estou indo ate veneza de carro passando´por firenze montepulciano santa margueritta lligur , como , veneza gostei do seu roteiro abracos voldi
Voldi, pára com essa modéstia. Cê tá em Roma, indo pra Veneza, passando por Firenze, Montepulciano e Sta. Margherita, e acha pouco? Queria eu… Boa viagem, meu chapa.
poder apenas olhar nao e suficiente estar la e como fosse uma esperiencia UNICA eu em particular gostaria de ter visto pessoalmente como e lindo ,as estatuas esculturas sao perfeitas e como se procuracemos um defeito e nao encontracemos o coliseu e imponente tudo tao grande essa e a ideia que da por fotografias ja e tantas contruçoes que nunca nem pude imaginar e como se o tempo parace depois de decadas,as vinhas mostra de onde vem os melhores vinhos do mundo,o mar e a cidade e como um cartao postal, a cidade e tao arrumadinha, ate em colocar as roupas no varal e difente ,a comida parece apetitosa e leve apesar de ser massa,as flores que espetaculo,e um pais perfeito para passar as ferias espero um dia conhecer.
Olá Beto, será que você pode me ajudar?
Primeiramente parabéns pelo Blog!!!
Bom, pretendo ir pra Itália no final de junho e ficar até o primeiro final de semana de julho (total 15 dias). Gostaria de visitar Roma, Toscana, Florença e Veneza, nesta ordem.
Minhas dúvidas: Você acha que é muito calor nesta época (embora ainda seja o começo do verão)? É muito cheio ou ainda dá pra aproveitar numa boa?
E quanto aos girassóis e vinhedos na Toscana, já é época dos campos de girassóis certo? Ainda dá pra curtir degustação de vinhos (rs) ou não combina com o verão?
Tenho a possibilidade de ir no final de maio também… mas estou na dúvida pois em maio acho que ainda não dá pra ver os campos de girassóis né…
Obrigada!!!
Beto,
adorei seu blog. Acabei de conhecer. Já fiz esta viagem de carro também. Há dez anos, pela França, em julho passado, pela Itália. Aluguei uma casa na Toscana, onde passei o mês de julho. Foi maravilhoso.
Vou voltar outras vezes.
Tatiana: se você quizer dicas da Toscana e seus campos de girassois, me manda um e-mail. Faço um roteiro para você. adrianaspessoa@yahoo.com.br
Beto,
Estou no início do planejamento de uma viagem à Italia, indo de carro de Veneza à Roma no final de setembro 2009, mas só tenho dez dias de carro.
Um dos primeiros lugares que encontrei para coleta de informações foi o seu blog. Muito legal, texto excelente.
Tenho dúvidas com relação a conhecer cidades entre uma base (hotel) e outra. Por exemplo:
de Florença para Roma existem uma infinidade de lugares, por isso penso em passar por San Gimignano e dormir em Siena, para depois no caminho para roma conhecer Montalcino (o vinho Brunello). Acho que não daria para ver mais nada, estou certo?
Abraço,
Ricardo
Ricardo, 10 dias é tempo suficiente pra você estender um pouco o seu passeio. Dá pra montar uma base na Toscana (pode ser Siena ou Firenze) por 4 ou 5 dias e explorar a região do Galo Nero (Chianti Clássico) antes de Montalcino. Você deve ter visto no post que gostei muito de Arezzo e da feira de antiguidades. Acho que no caminho de Roma vale uma parada em Orvietto. Perto de Veneza, acho que vale um dia em Verona. Boa viagem
Adorei!!!!!
Olá Beto,
Primeiramente parabéns pelo Blog! Maravilha!
Por favor, se possível gostaria da sua dica para este trajeto de Roma à Paris, sendo que será um período de 20 dias no mês de Setembro/2010. A idéia é permanecer 2 dias em Roma, 2 dias em Veneza, 5 dias em Paris e os 11 dias restantes distribuí-los no trajeto. Uma outra dica seria o tipo de veículo, pois são 14 pessoas um grupo por tanto. Gostaríamos de alugar uma Van mas, fui informado que na Europa, pra essa quantidade de pessoas é necessário alugar 2 Vans, essa informação é verdadeira?
Te agradeço muito,
Um abraço,
Aldenor Souza
Muito interessante o teu trajeto, estou planejando fazer o trajeto Roma-Paris no final de Maio.
Poderei me dizer qual locadora tem o melhor preço?
Para pegar em uma localidade e entregar em outra.
Abraço,
Milton, tem que cotar. Dependendo do tempo de aluguel, pode valer a pena o leasing com a Peaugeot ou a Renault. Tem que comparar os preços incluindo o seguro, que no caso do leasing é total. Muitas vezes, há promoções com tarifas especiais do leasing para pegar o carro fora da França. Foi o que fizemos. Pegamos em Roma e devolvemos em Paris. Pesquise as tarifas na internet. No caso do leasing, eu sempre fecho através do meu agente de viagens.
Bom dia! Gostei da viagem que vcs fizeram.
Gostaria de saber quanto tempo seria legal para ir de Paris à Roma e retornar para Paris, pois pretendo ir para lá em outubro em lua de mel e devo ter de 18/20 dias para ficar lá. Vc tem alguma sugestão?
Abraços,
Estou indo para Italia proximo dia 21 de junho e estou a procura de fazer um lessing por um periodo de 30 dias, e nessa busca deparei com esse roteiro de viagem tão bem descrito.
Fiquei encantada. Conheço vários dos lugares descritos , mas vale a pena ver de novo, possivelmente com outra ótica.
bjs
Estou indo para 5 terre com uma amiga em Setembro/Outubro. Gostaria de uma ajuda sobre qual é o melhor local a ficar e um B&B aconchegante até 50 euros.
Muito Obrigada
Vanja
Oi! Muito bom seu site!
Por favor me ajuda a achar um B&B aconchegante e me ajuda a escolher qual é a melhor cidade de 5 terre p. ficar. Vou em setembro/outubro
Muito obrigada!
Vanja
Gostaria de fazer o mesmo percurso e queria saber + ou – o quanto irei gastar e o nº de dias.
Um Abraço !!!
Terei que voltar inúmeras vezes por aqui. Suas informações serão preciosas para mim. Próxima parada: Roma, em ago 2011
BOA NOITE! ACHEI OTIMA ESTE SEU ROTEIRO. JA ESTIVE NA ITALIA, MAS AGORA VOLTAREI COM UM CASAL DE AMIGOS E IREMOS DE ROMA PARA PARIS DE CARRO. GOSTARIA DE SABER QUANTOS DIAS VOCES LEVARAM PARA FAZER A VIAGEM?ESTAMOS PRETENDENDO FICAR 20 DIAS. VOCE ACHA O SUFICIENTE? AGUARDO RESPOSTA. OBRIGADA
noooooooooossa!! estou encantada com esse blog! me reapaixonei de novo e varias vezes pela italia- (so conheco milao!) estou indo dia 13 de junho com meu namorado tahitiano para toscana (comecaremos e terminaremos em pisa, so teremos uma semana, e vamos de vespa, tendo em vista que sabemos viajar com uma mochila de 5 quilos e os percursos sao curtos!! ajudou demais a ameeeeei as fotos, penso em comprar uma camera especialmente para a ocasiao!! sou viajante profissional e faco disso a minha vida! tenho 28 anos sou baiana e comecei a viajar pela europa com 22, hoje ja conheco 10 paises entre america do sul (chile, argentina e uruguay) e na europa conheco espanha (ja morei em mallorca, conheco bem barcelona, madrid e ibiza) morei na alemanha (sou descendente), conheco a suecia, a holanda, a italia (estive apenas em milao – nao gostei!) belgica e a franca (onde mora o meu amado!) e estou empolgadissima com a viagem!! depois sigo pra barcelona de novo onde pretendo ir em montpellier (sul da franca com duas amigas de carro tb!) ameeeeeeeei o blog! qualquer dica sobre os lugares que ja fui, eh so perguntar!! (amo ryan air e easy jet nao pago nunca mais que 50 euros por bilhete (return!) esperam que ate hoje voce seguem viajando e que publiquem mais e mais!! um super beijo da baiana Ingrid
gostaria de ser notificada sobre novos comentarios e posts!! valeu!