Caras!

Agosto 26, 2007

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Caras! Eu não tenho palavras… Não sei se é o mundo ou a gente que muda. OK, são os dois. Mas há, sei lá!, um ano, dois, eu considerava estranho as pessoas perderem tempo conversando na internet. Achava até meio “doente” a idéia de se relacionar por computador. E eu agora tô indo a encontros de um grupo reunido por um blog.

A internet abriu uma janela para a esquina da minha casa com o Boulevard Saint Germain. Não quero parecer esnobe, mas a esquina da minha casa com o Boulevard Saint Germain é a minha preferida. Sempre adorei parar ali, uma época pra fumar um cigarro, hoje, pra comer um croissant au beurre com caldo de cana. É um jeito novo da gente se misturar, essa coisa – a mistura - tão brasileira.

O povo que foi ver a vista no Terraço Itália, quinta, 23 de agosto, sabe que isso só tem no Brasil. Ô povo pra gostar duma esfregação. A gente só percebe isso viajando. Quando, num metrô, pisa no pé de alguém e, constrangido, põe carinhosamente a mão sobre o braço do pisado, olha nos olhos dele e pede desculpas. E o cara tá gelado. Todo mundo que viaja tem uma história desse tipo.

Cada cara daquele encontro é uma nova janelinha. Como, tenho certeza, todos adoram viajar na dita cuja, cada um escolhe a sua. Não vou cometer a besteira de fazer legenda com os nomes. Quem ainda não conhece, conhecerá em breve a minha legendária facilidade de confundir nomes e pessoas. Herança genética, da qual tenho muito orgulho.

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As fotos deste post não seriam possíveis não fosse a beleza da minha mulher. Ela é especialista nos meus melhores ângulos. Como este, em que a minha cabeleira aparece em todo o seu esplendor.


Santos pra quem vem, Santos pra quem foi

Agosto 22, 2007

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Toda cidade tem seus prós e os seus contras. Eu tenho sorte, a minha tem mais prós do que contras. Pra começo, é quase toda plana, exceto por causa de alguns morros. Além de plana, tem praia. Não tem muitos parques e praças, mas tem um jardim enorme à beira mar. A maior parte dos 420 mil santistas mora num pedaço de terra de menos de 50 km2. É apertado, mas dá. Nem tem muito trânsito, a não ser naqueles dias e horas em que o mundo inteiro está congestionado. Dá pra cruzar a parte mais povoada da cidade em 20 minutos de carro, sem ajuda dos sinais verdes.

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A maioria da população é de classe média. É uma das cidades do país com melhor perfil sócio-econômico e na área insular o índice de urbanização é de quase 100%. Há muitos aposentados e cresce o número de pessoas que buscam na cidade uma sombra pra amarrar o seu burro. Elas são bem-vindas.

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Uns vêm, outros vão. A economia da cidade mudou. O porto até que emprega, direta e indiretamente, mas os salários não são mais aqueles. Então, o Sistema Anchieta-Imigrantes virou a porta de saída de muitos jovens atrás do futuro. Esses, com o passar do tempo, quase sempre manifestam a impressão de que perderam alguma coisa na troca. Não foi dinheiro, nem prazeres, mas facilidades.

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Fácil. Essa é a palavra. Que não define nada, mas explica os prós. Quer passear? A pé ou de bicicleta? Olhar o sol, jogar dominó ou namorar? Passear com o cão, dar comida aos pombos, levar minhoca pra nadar? Empinar papagaio, caçar corruptos, praticar tai-chi-chuan? Quarar ao sol, fazer o cooper, tomar uma caipira? Futebol, vôlei, surfe? A resposta é fácil: praia ou calçadão, de manhã, fim de tarde e de noite.

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Santos tem uma longa história. O seu grande pró. Noves fora o fato de que por aqui começou a interiorização do Brasil e a formação do estado de São Paulo, a cidade foi durante muito tempo a segunda maior praça bancária paulista por causa da exportação do café. Entre o final do século XIX e a metade do XX, a população cresceu de menos de 10 mil habitantes para mais de 300 mil. O comércio do café trouxe a ferrovia, ergueu o porto moderno, saneou os bairros alagadiços e projetou a Via Anchieta, então a mais moderna rodovia do país, ligando o planalto ao litoral.

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O bonde turístico é um vestígio arqueológico daqueles bons tempos, em que a cidade possuía um dos mais eficientes sistemas de transporte urbano do Brasil. Os bondes foram destruídos a golpes de machado (eu não estou brincando, foi isso mesmo), em meados dos anos 70 (ê década disgramada!), apesar do processo de substituição dos arcaicos bondes elétricos pelas moderníssimas carroças de boi a diesel ter iniciado já nos 60.

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O passeio de bonde acontece no Centro da cidade. O povo gosta. Vive lotado, sobretudo no verão e durante a temporada dos navios de cruzeiro. O pró do bonde é que ele dá uma unidade a um conjunto arquitetônico singular, com uma história essencial para se conhecer a do Brasil.

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Uma das construções mais bacanas é a Casa da Frontaria Azulejada, hoje ocupada pelo Arquivo Municipal. Tem a cara de Portugal. Aliás, por falar nisso, não sei se vocês sabem, Santos também fica em Lisboa, entre a Doca de Alcântara e o Cais Sodré. Por isso, é compreensível que Santos tenha tantos portugueses, filhos, netos, bisnetos e congêneres. Em termos proporcionais, só tem menos do que no Rio de Janeiro.

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Durante muitos anos, se viajava de trem entre Santos e São Paulo. Da Estação do Valongo, aí embaixo, até a Luz, levava quase 2 horas. Mesmo sujeito a piadinhas sem graça, confesso que eu viajei assim. Quando pequeno.

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A estação, onde se instalou a Secretaria de Turismo, é uma das atrações do Centro, assim como as antigas sedes de bancos. Aí embaixo tem duas: a do Banco Italiano, restaurada e ocupada por uma empresa de construção civil, ao lado da Associação Comercial, outro exemplo da arquitetura comercial praticada em São Paulo na primeira metade do século XX; e a do Banco Comércio Indústria (foto abaixo, à direita), utilizada pela Câmara Municipal (imóvel construído no terreno onde havia a casa em que nasceu José Bonifácio Andrada e Silva, cujo busto aparece na fachada). 

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Mas o edifício mais suntuoso é o Palácio da Bolsa Oficial do Café de Santos, onde funciona o Museu do Café.

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É uma salada de estilos, mas tem peso, presença e dá uma amostra significativa da importância econômica da cidade, quando da sua construção.

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A entrada, com umas colunas enormes, está sempre favelizada por uns banners requenguelas. As fotos foram feitas já há algum tempo. Mudaram os banners, mas a feiúra continua. Sei lá quem foi o gênio que inventou faixa na porta de museu. Pode ser na Pinacoteca do Estado ou no Masp. Pra mim é sempre a melhor maneira de estragar uma bela fachada. Não deve custar muito pensar numa forma limpa para anunciar as exposições.

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O prédio da Bolsa fica na rua XV de Novembro, uma das mais antigas da cidade. Quem passa por ali está no coração de Santos. A rua XV concentra as empresas exportadoras de café até hoje. Apesar de não ser mais como no passado, ainda é intenso o vai-e-vem dos corretores com latinhas de grãos nas mãos. Algumas vezes durante o dia, o aroma que sai das torrefadoras se espalha pela região. É um dos melhores cheiros de rua que eu conheço.

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O melhor do museu é o prédio. O salão do pregão tem ao fundo três painéis do pintor Benedito Calixto, o piso é de mármore de Carrara e as cadeiras e mesas de jacarandá da Bahia.

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No teto, um grande mosaico em cristal, bom pra ver deitado, como fazem as crianças em visitas guiadas.

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O principal painel de Calixto é este aí embaixo. Ele representa a fundação da cidade, por Brás Cubas, em algum ano da década de 1540.

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O museu conta um pouco a história do café no Brasil, dos imigrantes trazidos para trabalhar nas lavouras e expõe fotos, documentos e objetos usados na manipulação do produto. Tem também a reprodução de um escritório de corretagem, com móveis e peças de época.

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Aos poucos o museu vai melhorando as suas exposições e atraindo cada vez mais visitantes, que ainda podem provar o bom café da cafeteria do museu e comprar o grão torrado ou em pó, de várias regiões produtoras.

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Se o coração está no Centro, a cabeça do santista está sempre na praia. Que é, de um modo genérico, como ele se refere aos bairros da orla. O Gonzaga é onde tem os melhores cinemas, livrarias, lojas, cafés e confeitarias. A praça da Independência (foto abaixo) é o seu centro de gravidade, onde acontecem as comemorações públicas. Já foi o pedaço da boemia e ponto de encontro do underground local.

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Esse poste decorado aí debaixo, na praça das Bandeiras, junto à praia, é uma pequena amostra do tempo em que o Gonzaga era o centro da jogatina. Ali em frente ficava o Parque Balneário Hotel, onde funcionava o mais luxuoso cassino da cidade, barbaramente demolido pela especulação imobiliária. Sobre o grande terreno onde havia um espetacular jardim, construíu-se um conjunto de edifícios residenciais, um hotel modernoso e comum e um pequeno shopping.

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A praia tem areia fina, a água do mar sempre foi meio turva, mesmo quando era limpinha. Nos últimos anos, a Cetesb atesta que as condições de balneabilidade são razoáveis. Boa parte do tempo é bandeira verde. Mas, pra ser honesto, não entro na água faz anos. Não consigo abstrair. Tem muita coisa boiando, coisinhas pequenas e amorfas. Uns sacos plásticos, garrafas, palitos de sorvete, copinhos. Uma pena.

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O que faz a diferença é o calçadão junto ao jardim em toda a extensão da orla. Essas marquises modernistas das fotos ficam no Boqueirão, rival histórico do Gonzaga, quando também possuía os seus hotelões e cassinos. É um dos cantos mais bonitos na minha opinião.

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As calçadas desse lugar são em mosaico português, com figuras de peixes, caranguejos, lulas e polvos, pinguins e estrelas do mar. Crianças, como eu fui, adoram. Quase velhos, como eu sou, também. Quando vejo esses lugares, eu sempre me pergunto aonde a cidade se perdeu, pra ter sucumbido ao mau gosto do cimento estampado, do tijolinho aparente, dos revestimentos de cerâmica, das esquadrias de alumínio e coberturas de policarbonato, das pseudo-esculturas em resina, desproporcionais e horrorosas, que passou a dominar os lugares públicos.

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Há poucos anos construiram esta ciclovia junto ao calçadão. Santos é quase perfeita para os ciclistas. Como já disse, não há ladeiras e as distâncias são curtas. Aos poucos, forma-se uma malha cicloviária razoável. São milhares de pessoas utilizando esse meio de transporte, por lazer e sobretudo para ir ao trabalho, como muitos dos que vivem em São Vicente e Praia Grande e têm emprego em Santos.

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Quem gosta de andar pode ir do Boqueirão à Ponta da Praia a pé. São uns 4 quilômetros, no máximo. É lá que tem o melhor pôr do sol.

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Ali acaba a faixa de areia. É o canal de entrada do porto. Hoje não é mais programa ir ver avião decolar e aterrissar em Congonhas. Mas é um programão ir ver navio entrar e sair da Barra de Santos, principalmente na temporada de navios de cruzeiro. Não é só por causa dos barcos, mas por causa da vista. Do outro lado do canal, no Guarujá, tem uma das mais antigas construções militares do Brasil, a Fortaleza da Barra, que faz parte do Circuito dos Fortes. Do lado de cá, tem o Museu de Pesca, também uma antiga fortificação.

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Garça, gaivota, fragata, urubu e biguá tem bastante por ali.

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Um píer para os pescadores pegarem os seus peixes-espada, seus baiacus e, quando ganham na loteria, suas corvinas e seus robalos, foi construído também há pouco tempo, depois de a prefeitura passar a perna no contribuinte ao fazer dois restaurantes debruçados sobre o mar dizendo que eram plataformas para a pesca amadora. Uma semana antes da inauguração, mudaram tudo e confessaram que eram restaurantes. Poderiam ser bons, a vista é linda, mas a comida, as instalações, a música e a bebida são uma porcaria. Eu me nego a ir. De raiva.

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É muito difícil ser turista na própria cidade. A gente se acostuma com a paisagem. Pensar nesses lugares sempre traz velhas lembranças, como um banho de mar ao lado do pai, os passeios noturnos até a balsa e o sono chegando com o cheiro da maresia.

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Nessas águas quentes e quase sempre calmas da Ponta da Praia, enchiam-se sacos de aniagem com siris azuis, graúdos. Pegava-se à noite, sob luz de lanternas de carbureto, com as mãos protegidas por luvas de estivador. Também se passavam, e ainda passam, as redes de picaré. Mas peixe mesmo só vinha, e vêm, depois do arrastão no mercado de peixe, ali pertinho, afinal um dos melhores lugares do mundo que conheço para uma boa pescaria.

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Uma última lembrança, talvez a maior atração da cidade. Há uma zona sagrada em que a água molha a areia e se forma um espelho. Dá pra ver nas fotos. Não há calçadão que supere a caminhada com os pés deslizando na lâmina molhada, com as ondas indo e vindo de mansinho. É nessa pista que milhares de santistas fazem seus exercícios diariamente. Basta tirar o chinelo, é muito fácil.

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Atualização: O Ernesto me cobra citação do Aquário e do Orquidário. Ele tem razão, deixei de linkar um post anterior sobre o Orquidário, o que acabo de fazer. O Aquário, reformado, vai ter um post assim que eu for lá fazer uma visita.


Paris na tela só não é melhor do que Paris à vera

Agosto 9, 2007

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O filme não é novo, mas só vi agora há pouco. Faz 20 minutos. Uma comedinha romântica pra ver com um sorrisinho rasgando a cara. Cê não sabe se acha graça ou só está em estado de graça, de ver o que tem atrás dos personagens: a cidade de Paris. Talvez já tenham visto. Chama-se Um Lugar na Platéia (Fauteuils d’Orchestre, França, 2006), da diretora Danièle Thompson, com a belezoca Cécile de France. Ela é Jessica, neta de uma velhota linda e muito doida que nunca teve dinheiro mas sempre adorou estar perto do luxo. Por isso, arrumou um emprego no Ritz, aquele hotelzinho onde se hospedava a Diana Spencer.

Jessica meio que refaz o destino da avozinha camarada e deixa a cidadezinha de Mâcon, arrumando um emprego de garçonete de um café, na avenue Montaigne, perto do Champs Elysées. Ali ela é pivô de três histórias que se cruzam: uma atriz de novelas que quer um papel de Simone de Beauvoir, um pianista estressado com a sua agenda de concertos classe A e um velho doente em vias de se desfazer de uma incrível coleção de arte.

Sacaram a receita? Garota coquete + velhinha sapeca + música bacana + bastidor de teatro + altas pinturas + um pouco de romance + PARIS. Paris cheia de luzes. Quase um desaforo. Merece uma conferida. Segue aqui um trêiler meia boca do YouTube, com umas legendas em japonês.


Receita para um país mais feliz

Agosto 4, 2007

Tem gente que quando ouve ou lê o nome Tom Zé , ou muda de canal, ou vira a página. São uns bestas. Tom Zé é o grilo mais falante da caixa acústica brasileira. E ele não tá aqui só pra entreter, nem pra tirar o sono com aquela barulheira. Ele veio pra dar palpite. E eu achei o palpite que você vai conhecer, clicando no iutúbiu (como diz o Diogo do alto da sua franja) aí embaixo, muito pertinente. Concordo e subscrevo.


O blog do Corvo Bêbado

Agosto 3, 2007

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Quem vem de vez em quando por aqui já notou a presença do Corvo Bêbado. É uma figura um pouco sinistra. Mas é uma boa alma. Há tempos ele vem transcrevendo os diálogos que manteve com uma lagartixa. Uma lagartixa que vive no sótão dele. Como toda pessoa normal, ele manteve durante anos uma relação estável com uma lagartixa. É o tipo de cara de quem logo se vira amigo. Você sabe que não tem dois daquele jeito ali. Então, pra quem coleciona malucos, como eu, ele é um amigo ideal. Isto é tudo que se precisa saber dele. Não bate bem e é meu amigo.

O Corvo Bêbado, depois de escrever O Ano da Lagartixa, abriu um blog. Botou a Lagartixa, uma série de posts e, de uns tempos pra cá, tem feito uns Diálogos de Plantão que são do cacete. Tô pra descobrir quem é que tá desenhando o blog pra ele, porque ele nunca teve cara de artista plástico. Só se virou depois de velho. Portanto, um velho artista. Mas eu acho que é novo. E o blog tá lindo.

Façam o favor de conhecê-lo