Buenos Aires é lá em casa

Setembro 19, 2007

O Victor me chamou de anta. E ele tem razão. Fui uma anta quando mandei um aviso pros amigos dizendo que iria fazer novos posts sobre Buenos Aires, além deste, deste, deste e deste. Como a palavra de anta sempre volta atrás, vou retroceder, cuidadosamente. Não tenho nada a acrescentar ao que já foi dito e redito sobre Puerto Madero e Palermo Viejo. Fiquei muito pouco tempo por ali. Então vou dar a viagem por encerrada, a partir deste maravilhoso post que se segue, sujeito a mudar de idéia a qualquer momento, como toda anta que se preze.

Brasileiro adora ir ao Caminito, em La Boca. Pois eu trouxe o Caminito pra casa. Fica lá na cozinha. E serve pra pendurar as chaves, já que a minha casa possui 4 molhos com, no mínimo, 9 chaves cada, fora as do cadeado da magrela e do Mille 2002 último tipo.

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O Caminito e os pingüins com trema dançando tango foram as singelas lembranças que adquirimos ao longo de nosso périplo de 72 horas na terra do bife de chorizo.

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Os pingüins encontramos numa loja de design em San Telmo e servem pra botar sal e pimenta e causar alguma impressão aos convidados do almoço. 

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Como antes e depois das refeições convém lavar as mãos, e por aqui todo mundo sofre de signos do elemento água, compramos também esses peixes magrinhos, que em nada lembram Buenos Aires, a não ser pelo fato de terem sido adquiridos por lá.

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Como a idéia é demonstrar que a gente anda, anda, anda e sempre acaba no mesmo lugar, conforme profetizava o meu grande amigo Ratinho, tenho que ser justo com os portenhos e reconhecer que eles e os parisienses não são os únicos cultuadores dessas fábricas inesgotáveis de xixi e cocô. Nós aqui também gostamos. O modelo da foto, flagrado em atitude criminosa, não me deixa em paz desde que viu seu room mate ilustrando o post anterior. E vocês sabem como é família: fez pra um, tem que fazer pra outro.

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Amor à cachorrada une parisienses e portenhos

Setembro 11, 2007

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Paris foi uma inspiração para Buenos Aires. Isso é evidente quando a gente vê os edifícios, as avenidas, as praças e parques urbanos. Como os parisienses, os portenhos também gostam de passar horas num café, comer um croissant e de bons restaurantes. Até os quebra-quebras das manifestações, que vez por outra irrompem na cidade, se assemelham aos de Paris. Outra grande identificação é o amor à cachorrada. Já vi cachorro comendo à mesa de restaurante na Rive Gauche, com um guardanapo amarrado no pescoço. E em Buenos Aires, se eles não se sentam à mesa, ocupam lugar privilegiado nas praças públicas.

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Buenos Aires é cheio de passeadores de cachorros. Levam matilhas de 10, 15 para as praças, quase todas com recintos próprios para soltar os bichos. Esses espaços chegam a receber 50, 60 animais ou mais. Escuta-se o alarido de longe. E entende-se o campo minado nas calçadas, já que quem anda com 10 cães, a maioria de raças bem desenvolvidas, não vai andar com saquinho de lixo e pazinha pra recolher o material.

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A cena quase dantesca abaixo deve acontecer todos os dias na praça Rodríguez Peña, junto à avenida Callao, por onde passamos em nosso caminho entre o hotel e a Casa Rosada, uma das nossas principais tarefas no segundo dia de Buenos Aires.

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A interação, digamos assim, mais estreita entre os cães acontecia ao mesmo tempo em que um grupo de senhoras ninjas fazia o seu treinamento matinal, numa prática que a minha ignorância sobre artes marciais não permitiu identificar.

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Não acredito que fosse o ensaio de um ataque ao Congresso Nacional, esse belo edifício aí debaixo. No dia anterior, na quinta, quando passamos por ali havia uma manifestação de, suponho, trabalhadores, para absoluta irritação do motorista do nosso táxi, que nos garantia que era ele quem pagava (com impostos, presumo) por aquela desordem, feita, segundo ele, por uns chupins dos cofres públicos.

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Houve um tempo em que eu achava que compreendia a política. Não digo a da Argentina, pois não me atreveria. Hoje, apesar de não me abster completamente, pois é impossível, se estiver em trânsito acabo olhando para os detalhes arquitetônicos, evitando quebrar a cabeça para tentar adivinhar onde estão o certo e o errado atrás das portas dos gabinetes e das motivações individuais.

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Já que o assunto cachorrada não sai mesmo da pauta, prefiro me deter nos seus aspectos mais prosaicos e literais. Olha lá o cachorreiro em plena atividade na boca da avenida de Mayo.

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A praça Lorea pega fogo com a chegada dos reforços. Eles latem, pulam, correm e babam. Fiquei imaginando como esses bichos são devolvidos aos donos. Provavelmente imundos e, possivelmente, grávidos.

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Enfim, o Café Tortoni, onde quadrúpedes não entram. Bípedes convictos, entramos, tomamos um café, comemos um churro, conferimos a tradição e seguimos para continuar cumprindo o nosso dever turístico.

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Na Plaza de Mayo não estavam as madres, que agora comparecem segundo soube apenas às quintas-feiras, mas era hora do almoço e o povo aproveitava o intervalo pra tomar um sol. A praça é monumental mas a Casa Rosada é um palácio um pouco feioso, tingido com uma cor medonha e cercada por barras de ferro.

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Não sei se dá pra ver na foto abaixo, mas a entrada do palácio tava imunda, com sacos plásticos espalhados pelo chão e uma imagem de abandono inacreditável, em se tratando da sede do poder federal e um dos mais visados pontos turísticos da cidade. Buenos Aires nem é especialmente suja, como seria de acreditar tomando como exemplo o Palácio do Governo.

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Dali fomos de táxi à praça Dorrego, em San Telmo, onde, como no Brasil, se pratica o popular culto às faixas de rua, uma implicância minha, e às cadeiras e mesas de plástico, objeto de uma guerra particular do Ricardo Freire. É nessa praça que acontece a feira dominical de antigüidades de San Telmo. Nos outros dias, como na sexta em que lá estivemos, tem uma feira de artesanato pra não deixar os turistas totalmente na mão. 

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Na rua Defensa se concentra o comércio de antigüidades da região. Lojas caras, objetos pra tudo que é gosto. A escultura aí abaixo me fez lembrar um casal muito querido, que também adora viajar.

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Alguns já sabem que sou ligado em feiras e mercados. Aí, sem mais, aparece no nosso caminho uma porta estreita com essa placa.

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Exatamente o que queríamos. Bugigangas, tranqueiras, quinquilharias, coisas velhas e aparentemente inúteis.

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Fiquei ligado na coleção de velhos telefones de parede.

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E, incrível, o mercado ainda funciona para a venda de alimentos.

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Pelo forte odor de sangue, o açougue ainda vende carne. Ou melhor, carniça. Tomara que não seja para o Sanjuanino rechear as suas empanadas.

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Paramos em frente a esta banca. Vidrados. Parecia que haviam botado alguma substância ilícita em nosso café no Tortoni.

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Não temos no Brasil um conjunto de ícones como eles têm na Argentina. Peron, Evita, Gardel, Fangio e, falha do lojista, Maradona são onipresentes onde quer que se vá. Se a lojinha fosse uma instalação de arte contemporânea, o penico seria o elemento a simbolizar a realidade.

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Eu ainda buscava um abrigo seguro para os meus cabelos. Por isso o súbito interesse no espelho. A minha mulher quis me presentear com o inusitado modelo de pirata viking. Declinei e achei melhor desistir definitivamente de usar chapéu.

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Apesar de ainda não termos almoçado e do adiantado da hora, a fome não havia nos cegado completamente e não caímos na tentação de arriscar um petisco na concorrida praça de alimentação do mercado.

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Logo ali ao lado, o casaquinho de pele me fez ter um insight. Ainda posso obter alguma reparação para os anos de despesas acarretadas pelo menor abandonado que adotamos, há longos 10 anos, num vacilo de compaixão.

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Foi então que a minha mulher, diante de pensamentos tão maquiavélicos, decidiu dar por encerrada a visita ao mercado, mostrando que a porta de saída era também muito interessante. Lá fomos nós para Puerto Madero.

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Gastando e sujando a sola em Buenos Aires

Setembro 10, 2007

Não se conhece um lugar em apenas 72 horas. A gente vê algumas coisas. Aparências. A primeira providência para amenizar o tempo exíguo é planejar os passeios de uma maneira lógica, o mais retilínea possível. Por isso, ao chegarmos no comecinho da tarde a Buenos Aires, fomos diretamente ao San Juanino, na Recoleta, comer umas empanadas.

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Antes de começar a viagem, ainda em Santos, frente às minhas anotações prévias, pensei em fazer um pequeno post sobre como eu antevia o meu retorno. É que eu só havia anotado informações sobre bares, cafés e restaurantes. Lembrei então de uma seqüência escatológica  (se você é enjoado(a), nem arrisque ver) e genial do igualmente genial grupo inglês Monty Python, no filme Meaning of Life. Com pena de quem cai nesta armadilha de blog, acabei desistindo do tal post, mas como não encontrei imagens mais adequadas pra expressar esta fome antiga que eu tenho, resolvi inseri-la agora, assumindo o risco de perder futuros amigos de mesa. 

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E lá estávamos nós, com uma hora de Argentina, diante de empanadas de carne com pimenta e sem pimenta, queijo com cebojas, queijo com tomate, verdura e pojo. Peço licença para uma pausa a fim de confessar que implico com a pronúncia argentina. Falar mijones, pojo, ceboja e caje é um horror. E o pior é que não entendem quando a gente fala milhones, polho, cebolha e calhe. Em vista do inevitável, abstraímos e abolimos o duplo ele.

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Extremamente bem alimentados, fomos rolando pela avenida Alvear até a praça do mesmo nome, no coração da Recoleta. Quicamos nessa árvore aí, o ombu, com umas raízes lindas e uma copa magnífica. A Wikipedia ensina que é uma espécie típica do pampa e símbolo da cultura gaúcha.

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A Recoleta é um bairro muito chique, cujo coração pulsa (???) num cemitério. Acho que é preconceito, mas ainda não consegui entrar num cemitério com o propósito de me divertir. Por isso, admirei o muro, dei uma olhada no portão e optei por fotografar a igrejinha do lado, a Basílica Nossa Senhora Del Pilar, que fica junto ao Centro Cultural Recoleta.

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Depois de conferir se tudo ali em volta do cemitério existia mesmo, resolvemos descer (ou subir?) a Alvear, em direção ao bairro do Retiro. Passamos em frente aos lindos edifícios da avenida, incluindo o daí debaixo, que se trata da Embaixada do Brasil (como vivem bem os diplomatas brasileiros, né?). 

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Em nossa caminhada, desviamos de alguns dejetos caninos, mas não obtivemos sucesso absoluto. Eu, por exemplo, alertado pela minha já vitimada esposa, saltei sobre um e espatifei-me noutro, numa só coreografia.

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Dali, até a praça General San Martin, já no Centro, chafurdamos os pés em cada poça d’água do caminho, esfregamos os ditos cujos em todos os gramadinhos, canteiros de pedras e chãos de terra que encontramos, mas só conseguimos algum resultado quando nos curvamos discretamente à necessidade de contornar cada sulco da sola dos tênis com um graveto cirúrgico.

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Recapitulando: o vôo São Paulo-Buenos Aires saiu às 7 horas da madrugada de quinta, dia 30 de agosto, portanto tivemos que acordar às 3 (em Santos), pra estar às 5 em Cumbica; chegamos ao hotel por volta do meio dia e meia e à 1h30 já estávamos na rua. Quando chegamos à praça General San Martin, caminhando desde a Recoleta, já eram 5h30. Eu diria que estávamos praticamente em petição de miséria física.Pois fomos quase mancando até a Florida, onde procuramos uma boina para aquecer os meus cabelos, já que fazia um frio danado, entre 7 e 10 graus naquele dia apesar do sol. Desistimos às primeiras provas, pois os espelhos das lojas estavam com defeito. Entramos nas Galerias Pacífico, saímos imediatamente e pegamos um táxi. Via Córdoba, até a Ahr(solta o ar desde a garganta)cuénaga.

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Como dizem, lavou fica novo. Tomamos uma ducha, cochilamos um pouco e, às 9h30, estávamos na fila do Sottovoce Libertador, na Recoleta, bebericando um espumante enquanto esperávamos mesa em meio a uma legião de louras de meia idade. Por falar nisso, a Argentina é praticamente um país nórdico. A partir dos 40 anos, todas as mulheres ficam louras atrás do rímel. E decotadas.

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É realmente uma maravilha comer em Buenos Aires. Há ótimos restaurantes e, ao menos com o câmbio atual, os preços não te deixam com dor de estômago ou sentimento de culpa. Comemos entrada, prato principal, vinho, água e café (a sobremesa não cabia). 135 pesos, ou menos de 9o reais para duas pessoas. Tudo bem, de vez em quando tenho que ser honesto, então confesso que esqueceram de cobrar um prato. E nós também tivemos um lapso de memória e só fomos perceber quando já não era mais possível corrigir o erro. Uma maçada.

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Apesar de moralmente destruídos, caminhamos dez quadras de uma sutil ladeira até a cama king do Art Hotel. Desfalecemos.

ATENÇÃO-EM TEMPO: A Thamy tem razão. Às vezes esqueço que sou duas pessoas. Algumas das fotos foram mesmo feitas pelo meu outro eu, chamado Teté. Como ele, o outro eu, também não lembra que é duas pessoas, ele, o eu Teté, não reclama. Mas fica o registro. Eu, Teté, fiz algumas das fotos deste e de outros posts do blog.


O melhor é pegar um táxi

Setembro 10, 2007

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Buenos Aires é a farra do táxi. Bom, farto e barato. Do aeroporto até o centro, cerca de 40 quilômetros, no guichê do Táxi Ezeiza custa 68 pesos. O preço do ônibus para o mesmo percurso é 35 pesos por pessoa. Fui checar quanto cobrariam os táxis na rua e o cara disse que seria o marcado no taxímetro. Como deus me fez brasileiro, pedi pra ele traduzir isso em números. Ele ficou dando uma de migué, repetindo que era o marcado no taxímetro. Insisti e ele então se rendeu: “Faço por 30″.  Só depois da gente botar as malas no carro, entrar e ele arrancar, veio o arremate: “São 30 dólares”. Mais de 90 pesos.

O cacete! Pó pará… O cara ainda insistiu um pouco, dizendo que a cidade era longe e não podia ser 30 pesos. Eu disse que não estava nos Estados Unidos pra ele me responder 30 e eu entender dólares. OK, ele cedeu, devolveu a gente no aeroporto, na boa, sem encrenca. Pegamos o Táxi Ezeiza, que recomendo. A volta do hotel pro aeroporto acertamos antecipadamente com um taxista comum, 60 pesos, com 5 de gorjeta. Já havia me informado no hotel de que o preço regular é esse. 65.

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Uma corrida média, entre o Centro e a Recoleta, sai por cerca de 10 pesos, uns 7 reais. Fizemos do Caminito, na Boca, até Palermo Viejo, a maior distância entre os bairros mais turísticos, por 19 pesos, ou 15 reais.

O câmbio de dólares, no dia 30 de agosto, estava a 3,15 pesos, numa agência bancária fora da ala internacional do aeroporto. Também trocamos 40 dólares ainda na ala internacional e entramos pelo cano, nos pagaram a 2,66 2,77 pesos. Portanto, controle a sua ansiedade. Não trocamos reais.


Levando lebre por gato no Art Hotel

Setembro 10, 2007

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Pensei em fazer um postão sobre Buenos Aires e preparei tantas fotos que, no meio da trabalheira, embatuquei. Então, pra desembatucar, como a vida tem me ensinado, é melhor ir por partes. Então, começo pelo começo. A primeira impressão. E ela foi de que estávamos com sorte. Dia lindo, apesar do frio, e um upgrade no quarto do hotel. Havíamos reservado um quarto Queen, no Art Hotel (indicação do Viaje na Viagem), e recebemos um King con balcón.

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Quarto com excelente calefação, bem iluminado, uma cama confortabilíssima, tevê com tela de cristal líquido, armário amplo com cofre, roupas de cama de qualidade e uma varanda pra respirar. Café da manhã farto e variado: café, leite, chá, dois tipos de suco, geléias, mel, dois tipos de iogurte, cereais, três tipos de pão, croissant (medialunas), manteiga, doce de leite, fruta (morango), presunto, queijo e alguma outra coisa de que esqueci.

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Áreas comuns decoradas sem afetação e uma galeria de arte junto à sala do café da manhã. Tem um computador com acesso a banda larga (tem que ficar secando o cangote de quem se aboleta, para fazer a fila andar). As tarifas você encontra aqui. Como o hotel tem sido citado em várias reportagens sobre Buenos Aires, o preço camarada pode estar com os dias contatos. Boa localização, a poucas quadras do centro da Recoleta e quase ao lado da avenida Santa Fé.