Blog dá uma trabalheira. Fiquei um tempinho sem palavras e logo tem gente batendo na porta, medindo a pulsação, telefonando pra hospital e necrotério. Tô vivo, na medida do possível. E completamente atordoado com esse horário de verão. Jet lag sem jet e sem ver a Torre Eiffel, o David de Michelângelo ou a Santa Maria in Trastevere ninguém merece. Ando com sono e com falta de sono nas horas erradas.
Mas nada tão incômodo quanto os megacongestionamentos que pa-ra-li-sam a Rio-Santos a partir da junção da Mogi-Bertioga e a Riviera de São Lourenço, em Bertioga, em qualquer feriadinho besta. Uma das razões é a bossalidade do tráfego pelo acostamento, prática que deveria ser combatida a tiros. Aqueles milhares de idiotas, entre eles eu, parados na fila contando com quantos cretinos se faz um congestionamento. Cretinos que passam zunindo pelo lado direito e vão se acumular lá na frente, no funil minuciosamente arquitetado pelos nossos geniais engenheiros civis.
Eu, antigamente, me irritava de subir a serra em segunda. Agora vou pro Litoral Norte em primeira, saboreando cada 30 centímetros, antes de desligar o carro pra não arrombar de vez a camada de ozônio. Vencida a Mogi, seus problemas acabam. Até chegar à balsa de Ilhabela.
Vendo a alma pro diabo mas não encaro uma fila de 4 horas, depois de uma viagem que durou 6 em vez das 3h30 regulamentares, entre Santos e a Ilha. Como fez um velho amigo meu, que num mergulho em apnéia enfiou a cabeça numa toca pra olhar uma lagosta e ficou preso, olhamos a fila e resolvemos arrancar as orelhas. E, assim como com o meu amigo, deu certo. Fomos olhar a cabeça da monstra e encontramos a outra parte da família, a quem consignamos a nossa bagagem.
Abandonamos o carro em São Sebastião e fomos a pé, ou melhor, embarcamos a pé na maldita balsa, que além de representante escassa da raça, atraca num píer liso como pau de sebo, numa luta inglória contra os ventos e as correntes. Alguém precisa trazer os indigitados engenheiros pra conhecer o píer em Santos, aquele monumento da tecnologia de ponta (da Ponta da Praia, ao menos), em que a balsa atraca num berço, com braços dos dois lados, pra não ficar naquele vai não vai, puxa e estica corda, acelera pra frente e pra trás, durante eternos quinze minutos.
Finalmente, chega-se à Ilha, que ninguém nega o nome. Sou um homem rico. Todos sabem. Tenho uma mulher que eu amo, duas filhas criadas e que nem fui eu quem criou, um cão de raça, um gato adotivo e um Fiat Mille. E uma cunhada com casa de praia. É preciso esclarecer que eu adoro a minha cunhada, com ou sem casa de praia, mas também gosto muito de casa de praia. Ainda mais com uma vista destas.
Foi um fim de semana atribulado. Depois de tanto congestionamento, ainda tive que ficar no controle do tráfego. Aéreo e marítimo.
Aí mudaram as horas. E eu perdi 60 minutos de lazer, além de ficar com sono na hora de acordar e sem sono na hora de dormir.






Hahahahahahahahahahaha, aeeeeeeeeee!!!
Bom saber que tu tá bem, caraio… tive que pedir pra um côrvo bebado te ligar, homi do céu …
To com jet lag tbm… que merda…
Beto,
É una suerte tener una cunhada (adorada) con casa da praia e boa vista!!!.
Eu penso muito antes de salir de fin de semana a la praia, porque volver a la ciudad es una pesadilla llena de filas de coches.
Tchau
Diogo, este post foi só pra te acalmar.
Carmen, é mesmo uma sorte e eu também fujo dos fins de semana com feriado, mas tem horas em que ou você enfrenta, ou não sai nunca de casa. Tchau pra você também.
“Ando com sono e com falta de sono nas horas erradas.” Liga não, não tem nada a ver com horário de verão, não. É a idade mesmo! Agora, por falar em “Rio-Santos”, lembra da estradinha de praia-terra-praia-ponte de madeira podre balançando até quase a divisa com Parati? Pois é, me lembrei da última viagem que fiz por esse trajeto, na garupa de uma Turuna 150, até o Rio de Janeiro. Quando chegamos (eu e o Sérgio) lá, ninguém acreditava que tínhamos vindo desde Santos, naquela motinho, por aquele caminho. Mas era só a gente começar a andar, de perna aberta, bem devagar, que nem cowboy antes de duelo, que o pessoal sabia que estávamos falando a verdade. Tempos heróicos, tempos heróicos. Como eu disse, é a idade!
Beto, você precisa conhecer o transporte marítimo RJ/NIT para ver o que é incompetência e descaso… A balsa de São Sebastião parecer-lhe-á (!) do primeiríssimo mundo…
PS: blog dá uma trabalheira mesmo, por isso que eu tirei férias!
Beto,
Que horror !!!
jet lag sem lag é demais!
Agora, foi tanta informação nova aqui, que me deu falta de ar !! Amigo que ficou com a cabeça presa na toca da lagosta :schock: E arrancou as orelhas
Beto, espero que seu amigo tenha reimplantado as orelhas!
Gente, eu não disse que o meu amigo arrancou as orelhas. Disse que ele DECIDIU arrancá-las. Na hora de executar o decidido, a cabeça saiu. A história é verdadeira e o cara é um peixe. Passa, ou passava, horas no mar nadando. Fiz uma viagem com ele pra Sardenha e a Secília, acampando, e ele catava polvo pra gente comer. No Litoral Norte, voltava sempre do mar com lagostas e garoupas. Acho que depois da história das orelhas ele parou se enfiar nas tocas.
Oi, Beto. Cadê o Tico (ou será o Teco)? Ele anda meio sumidão…
Você levou o Tico pra passear em São Sebastião ou ele continua hibernando?
O Tico foi sequestrado pelo Tom e Jerry!
Zé, o Teco abandonou o emprego. Disse que tava desmotivado, por falta de atividade. Ele não foi sequestrado, como disse o Lobo. Ele foi junto com o Tom e o Jarry sei lá pra onde e não me dá mais nem um telefonema. Por isso o blog tá tão lerdo.
O três tão aqui comigo. Tá a maior farra. A gente pega onda todo o dia e, de noite, faz fogueira na praia. Nunca vi o Teco tão feliz. Ele parece ter tirado um grande peso da cabeça. Só mesmo o Havaí pra fazer com que ele recupere um pouco da sanidade perdida durante o tempo em que foi obrigado a servir de alter ego prum cara aí.
Grande, Corvo! Esclarecedor. Fico feliz em saber que o Teco tá feliz. Quero tudo de bom pra ele. Não o culpo por buscar aventuras. A vida dedicada a mim era um marasmo. Eu nunca dividi as tarefas. Na relação comigo mesmo, sou como aquele marido folgado, que deixa os sapatos no meio da sala. Então, se ele tá bem, eu também tô. Será um grande amigo pro resto da vida, ainda que a gente passe a se encontrar pouco, como aconteceu com o Ratinho.
- Teco , se você estiver me lendo, saiba que eu desejo muita sorte nesta nova fase da sua vida.
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Beto, odeeeeio os espertinhos que vão pelo acostamento e travam todo mundo. Adoooro quando um carro enguiça no acostamento, e eles não passam.
E que por de sol !!!
Que vista a da casa de sua cunhada, desestressa qualquer um
Também tô com jet leg sem jet.
beijos
Beto, esse post tá o máximo…
Só assim mesmo pra exorcizar esses congestionamentos! Mas, olha, tou com o Arthur: descaso igual ao do transporte Rio/Nit. acho que não existe, não…
Oi Beto!!! quanto tempo!!
Eu adooooro Ilha Bela, já tô até pensando em ir no feriado de Novembro, mas quando lembro do trânsito….
E também acho que os espertinhos do acostamento têm que ser abatido a tiros!!!!
Sei que vou ser vaiada, mas adoro horário de verão!!! E nunca tive o tal jet lag por conta dele não, sempre me adaptei rapidinho… o segredo é nunca ter horário p/ nada, durante o ano todo. Aí chega o horário de verão e vc nem percebe….
Beto, isso é que é casa de cunhada!!!!
Dá pra esquecer rapidinho do stress do congestionamento, não???
É, Beto, Ilhabela merece um pouco de sacrifício…mas a sua solução foi excelente!
E faço coro: que vista é essa??? Vou começar a pegar no pé do meu cunhado para arranjar uma também
Onde você gosta de esticar o corpo por lá?
Carla2, eu também adoro horário de verão, apesar do jet lag inicial.
Mari, é só botar o pé na Ilha que eu já desestresso. Pode até chover…
Emília, estico o corpo na casa da cunhada, ué
Beto,
minha família tem casa Massaguacu, com vista para a Ilha. Fico sempre sonhando em voltar para lá, mas sempre desisto por causa da balsa… da próxima vez vou tentar ir a pé!!
E ainda encarar a trilha e chegar no Bonete para conferir aquele visual que a Emília mostrou!!!
Abracos,
Carla
Qual praia, Beto?
Também quem manda não explicar, né?
Carla, Massaguaçu é em Caraguá. Pra ir à Ilha, você tem que pegar a balsa em São Sebastião. Normalmente dá pra ir com o carro. É só em feriados prolongados nos meses mais quentes que a fila fica impossível. Se atravessar sem carro, você vai depender dos ônibus regulares da Ilha, que não conheço bem o serviço mas parece ser o típico transporte de gado humano que caracteriza o transporte urbano brasileiro.
Emília, ficamos muito em casa, mas quando vamos à praia é pra Feiticeira ao sul e Pinto ou Jabaquara (raramente) ao norte. Vamos também em frente de casa, no Saco da Capela. A Ilha é o lugar perfeito pra uma conVnVenção de fim de semana, né? Se um dia acontecer, a gente almoça lá em casa (eu e a Teté pilotamos um fogão com o maior prazer).
Pena que eu odeio gente!
Corvo, pena que você seja um mentiroso e acredite tanto em você mesmo. É melhor o contrário
Feiticeira e Jabaquara são lindas mesmo… só queria saber as preferências de um ‘habitué’
E um VnV de verão seria maravilhoso por lá!
Mas antes…convenção em Santos
Eu vi o Riq falando por lá e me esqueci de comentar. Podíamos fazer depois desses feriados, como um encontro de final de ano…que tal?
PS: Adorei a oferta do almoço preparado pelo casal
Para essa casa eu já aprendi o caminho.
Então, Jorge, quando vai ser a visita?
Adorei a parte do almoço: como eu não sei fazer nem ovo cozido, sempre me sensibilizo com gente que pilota fogões, me parece mais complicado que pilotar helicópteros
Você está certo, Beto. Eu me confundi. Eu não odeio gente, só pessoas!
Vou adorar passear de barco e visitar o forte! Terá sido construído durante a ocupação espanhola … mas foi o tuga que construiu!
Já só faltam 9 meses para nós podermos, no terreno, ver se ainda cheira a a tugalhau!
Um grande abraço para vocês, com muitas saudades de todos.
Toni, 9 meses passam rápido. Mas demoram muito, também. A saudade é recíproca… Abraços.
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