A França tem rios machos e rios fêmeas… Os rios machos, les fleuves, desaguam nos rios fêmeas, les rivières. E estas desaguam no mar. Só aí entendi que tem o Loir e a Loire. Ao menos esta foi a explicação que franceses me deram. Acho que me enrolaram, pois agora tô lembrando que o Rhône é macho e deságua no mar. Mas vamos acreditar na explicação pra não esculhambar esta introdução e me obrigar a pensar em outra. Isto posto, é na Valée (um vale fêmea de um rio macho) du Loir que fica Vauchalupeau, o bairro (?) onde vivem meus amigos do Val (um vale macho de um rio fêmea) de LOIRE. O Loir é, óbvio e portanto, um afluente do (da?) Loire. Só pra cafundir.
O lugar é um pequeno aglomerado de velhas casas de campo, a poucos quilômetros de cidadezinhas como Mazangé e Vendôme.
Em nosso primeiro dia por ali, nossos amigos nos levaram a uma das cidades vizinhas, Lavardin, cortada pelo Loir e famosa pelo delicioso mel vendido na região.
A vila fica fora do circuitão dos castelos que fazem a glória do Loire. Os pontos turísticos, além da própria vila, são a igreja de Saint-Genest, santo este que não faço idéia qual seja, e as ruínas do castelo-forte.
Caminhar pelas pequenas cidades francesas sempre revela alguma surpresa. Pode ser a paisagem…
… a simples fachada de uma casa de quatrocentos anos…
… ou um desfile de casinhas ambulantes e carros de época.
Um parque perfeito para piqueniques contorna o Loir: o Passeio do Poeta.
As fotos de cima e de baixo são do mesmo ponto do rio, os dois lados da ponte que você vai ver logo mais abaixo.

Saindo da ponte, a vista da margem direita é esta.
Da esquerda, é esta.
Então ficamos olhando de um lado pro outro durante uma boa hora.
Até que decidimos partir prum corpo a corpo com a beleza do lugar e tomamos lugar das abelhas.
Além das fotos, a única lembrança que trouxemos de Lavardin foi um pote de mel.


Aos amigos que insistem em acompanhar este blog deixo as minhas desculpas pelo total retardo (tô falando da demora…) nos posts. E este aqui só tá aqui porque eu não agüento mais ver a minha careca (como no post abaixo) toda vez que abro o blog. Juro que um dia termino o Vale do (da?) Loire pra poder então começar a Provence, o verdadeiro destino da viagem.



















Agosto 19, 2008 às 8:21 pm
Muito legal esse post, bem bucólico.
Abraços!
Agosto 19, 2008 às 9:31 pm
Que bela viagem, que belas fotos, me lembrou vários filmes franceses que me passaram pela cabeça agora e uma belíssima viagem à Costa Azul e à provença que fiz em 2000. Boa viagem!
Agosto 23, 2008 às 11:24 am
Hehehehehehe, maravilha Betão. E um beijo na careca!!
Agosto 25, 2008 às 7:33 am
Olá Beto
Depois de ter visto as fotos do Mont-Saint Michel do Riq tomei-me de amores com a ideia de ir a França, fazer uma viagem tipo da sua – de marido ao ombro (neste caso é ao contrário…), de automóvel. É pena é não ter amigos espalhados pelo mundo, como parece ser o vosso caso.
Já guardei as suas informações, além da Normandia pretendo ir ao Vale do Loire.
Continuação de boas viagens.
Setembro 1, 2008 às 10:27 pm
Beto adoramos o seu blog de carro de roma a paris por que fizemos exatamente o mesmo roteiro agora em maio e é tudo isso que voce fala mesmo! Sou pintora e adorei a sua foto da praça de Assis.Tanto que pintei um quadro dela e queria te presentear com a reprodução dele em gravura. Gostaria de te mandar a imagem por email pra voce ver se gosta
abraços
marisa
Setembro 2, 2008 às 9:26 am
Isabel, desculpe a demora em responder ao teu comentário, mas sempre há tempo pra se corrigir as faltas. Não deixe de fazer a sua viagem pela França. Você vai adorar, com certeza. Quando formos a Portugal (espero que em breve), vamos nos conhecer pessoalmente. Beijos
Marisa, que maravilha de presente, nem preciso ver pra gostar. Fico feliz pela tua viagem. Grande beijo.
Setembro 2, 2008 às 10:42 am
Saudades, Beto! Olha só — com relatos como este teu, cada vez me convenço mais de como é trouxa dedicar todo o tempo do Vale do Loire à busca dos castelões grandões famosões. E adorei a explicação dos fleuves e das rivières…
Setembro 2, 2008 às 12:05 pm
Eitcha! Visita de retornado é sempre especial… E você sabe que eu empaquei o blog porque criei uma resistência psicológica com os tais castelos? Não consigo escrever sobre eles… Até porque não há nada pra acrescentar sobre o que especialistas escreveram, escrevem e escreverão. Gosto de castelo, mas prefiro as flores daninhas que crescem à beira das estradas, as janelas e portas das casas, os velhos sentados nos bancos de pedras, padarias, queijarias, essas coisas. Benvindos.
Setembro 3, 2008 às 7:52 am
Ó Beto está mais que desculpado.
O blogue deve ser um prazer e não uma obrigação.
Terei o maior gosto em conhecê-lo. Por acaso leu o meu encontro com o Riq em Lisboa, no relato do seu périplo europeu? Foi uma lufada de ar fresco no meu fim de férias.
Agora, por cá, estamos a “regressar ao batente”, expressão que signifiva voltar ao trabalho. Apesar de muita gente já fazer férias repartidas, Setembro é um recomeço, sobretudo para professores e pais com filhos, o que perfaz um número considerável de pessoas.
Beijinhos
Setembro 15, 2008 às 10:46 pm
Prezado Beto,
Parabéns pela iniciativa de fazer este blog.
O blog é muito interessante e rico em informações.
Desejo sucesso!
Cordialmente,
Novembro 1, 2008 às 11:05 am
Eu espero…venho sempre ver as novidades….um dia ainda atualizo meu abandonado blog de artes, preguiça de fotografar, de descarregar, de formatar, de postar…um dia chego lá.
Junho 13, 2009 às 9:46 pm
A admiração pela vida está resumida em tudo isso que eu vi acima… Parabéns é pouco…