Post em tempo (su)real na Riviera Maya

Novembro 8, 2009
DSC09379

Playa del Carmen, por Teté Alegria

Não conseguir blogar em tempo real em viagem, por cansaço, falta de tempo ou de saco,  é uma dessas razões idiotas que me fazem sentir culpado por nada. É a mesma sensação causada quando não consigo acompanhar os sensacionais posts que abalam o Twitter ou o Facebook justamente quando estou desconectado, trabalhando, namorando, dormindo ou simplesmente olhando passarinhos pela janela.

Nesta viagem ao México, a convite da Royal Holiday, pensei que daria pra botar umas fotos e escrever umas besteiras no blog entre uma frozen margarita e um mergulho nas águas turquesa do Caribe. Não deu. Pra começo, a minha câmera resolveu pifar logo no segundo dia. Um tal erro 99, que já vi ser comum nos modelos Canon EOS Rebel, uma coisa ridícula, falta de conexão entre a lente e a câmera, mais ou menos o que acontece entre o meu cérebro e o meu corpo nas atividades cotidianas que exigem alguma coordenação motora.

 Agora, no Aeroporto Benito Juárez, na Cidade do México, com umas 5 horas de espera até o embarque para São Paulo, me restam alguma energia e tédio acumulado suficiente para escrever este post que deveria ter acontecido logo no segundo dia de viagem. (Escrevo apenas, pois não estou conectado, então vou postar quando chegar no Brasil) 
IMG_7029

A graciosa acompanhante que me põe e tira do sol e o grupo de alegres blogueiros, em seu primeiro contato com o azul-turquesa do Mar do Caribe

Vocês já sabem que estive por aqui junto a um grupo de blogueiros, cuja maioria só conheci no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. O fato mais notável para mim é que todos poderiam ser meus filhos, uma coisa inacreditável, se considerarmos que mal saí da puberdade e ainda não cresci o suficiente.

A minha sorte, todos sabem, é estar permanentemente acompanhado da Teté. Ela garante a dose certa de simpatia e a existência de assuntos interessantes nos contatos sociais. Além disso, ela acha que pessoas próximas dos 30 anos são como se fossem “amiguinhas” das filhas dela, e também é meio bicho-grila, então faz carinho no cabelo, ajeita a gola da blusa e faz perguntas sobre a vida. Eu só corro pro abraço. E escrevo os textos.
DSC09083

André, tio Beto, Thiago, Mila, Mari, Andréia e Lolita, esperando o ferry para a Ilha de Cozumel

Como eu ia dizendo antes de me perder por aí, fui apresentado ao grupo na hora. A Mari Campos, do blog Pelo Mundo, jornalista e colaboradora, entre outros, da Viagem e Turismo da Abril, eu já conhecia das caixas de comentários do Viaje na Viagem, do Twitter e de ler seus textos. Mas, ainda em Cumbica,  foi ela que me reconheceu, provavelmente devido ao estilo do meu penteado, sempre em destaque nas fotos das conVnVenções realizadas em São Paulo.

A blogosfera de Timbó, Santa Catarina, foi representada pelo adorável e cheio de truques  Thiago Busarello, do blog Vida de Turista, e o cybernegócio de Natal, Rio Grande do Norte, compareceu com a esperta e despachada Andréia Maria, do  Mundo Afora  A Mila Marques, que não é blogueira mas nos acompanhou representando a agência de comunicação da Royal, a Bursen-Marstteler, eu conheci ainda menina, filha de um velho amigo jornalista. Já em Cancun, juntaram-se a nós os simpaticíssimos hermanos mexicanos Laura Grisel, representando a Royal Holiday, e os jornalistas Dolores ‘Lolita’ Mateos e Andre Dulché.

DSC09200

Andréia, André, Lolita, Thiago, Mila, Laurita, Mari e Teté

Não sei se mudou o (pré) conceito que eu tinha sobre Cancun e o tipo de turismo que o destino representa. Mas a viagem consolidou a conclusão de que viagem boa é aquela em que podemos travar contato com novas culturas e fazer novos amigos. Sentir-se, enfim, cidadãos do mundo. E neste quesito, mas não só neste, a viagem foi nota dez.

Àqueles que resistiram ao texto até aqui em busca de alguma informação útil, vamos aos números do Instituto Databeto.

Consulta feita sobre o que mais chamou positivamente a  atenção do casal Teté e Beto nesta breve passagem pelo México, 100% dos consultados cravaram: a cor do mar e a simpatia do povo mexicano. Com ao menos 50% (ainda falta metade da pesquisa de campo), aparece também o preparo dos trabalhadores (garçons, recepcionistas, fachineiros, motoristas,) mexicanos que atendem aos turistas


Fator de proteção solar 15

Novembro 1, 2009

IMG_7045

Minha família já sabe que existe uma relação metafísica entre o fator de proteção solar do filtro que eu uso e as condições climáticas. Quanto mais poderoso é o bloqueador, mais espessas são as camadas de nuvens interpostas entre mim e o sol. Por isso, por piedade em relação ao futuro do Caribe, optei pelo 15 em detrimento do 30. Com isso, garanti um dia apenas nublado em Cancun, com gotas de chuva esparsas na primeira fase do uso do protetor, e melhorias no decorrer do período, com o derretimento do creme após alguns arremedos de mergulho.

Minha mulher já faz cara feia quando peço para ela passar o sundown nas costas. Ela sempre argumenta que não faz sol e eu vou me besuntar inutilmente, além de agourar o dia de todos. Fazer o quê. Se Gregor Samsa tivesse nascido em Santos, em vez de barata ele teria se transformado num ácaro albino, como eu. Chove tanto naquela terra, que eu já não posso mais exibir meu torso bronzeado como fazia num passado remoto. Diante da ameaça concreta de me transformar numa brasa viva após meia hora exposto aos raios ultravioletas, opto sempre por atrair nuvens negras sobre a minha cabeça com o truque do protetor solar.

Enquanto o grupo de jovens e serelepes blogueiros desta excursão foi passar o dia no parque aquático de Xcaret, Teté e eu decidimos dar o dia de folga às nossas vértebras, hérnias e protusões. Ficamos na praia defronte ao Park Royal Cancun, onde nos hospedamos,  ao lado dos elegantes gringos aposentados sobreviventes da crise imobiliária americana.

IMG_7053

 Não posso dizer que foi um dia inesquecível, mas foi muito bom podermos juntar os fragmentos ósseos sobreviventes de uma viagem que durou mais de 24 horas entre o momento em que saímos de casa, na tarde de quinta-feira, 29 de outubro, e as 14 horas (horário do México, ou seja, com 4 horas a menos de fuso) do dia seguinte, quando chegamos ao hotel.

Pra falar a verdade, também estou morto neste momento, depois de um dia de praia, seguido de um almoço num pé-sujo e um passeio no shopping La Isla. Poucos conhecem essa faceta de atleta radical minha e da Teté. Somos capazes de verdadeiras loucuras quando viajamos, inclusive beber, comer e ir ao shopping olhar vitrines em Cancun.

Neste domingo, vamos à Isla Cozumel. Onde existe a ameaça concreta do tal navio pirata. Para aqueles que fizeram piadinhas sobre a minha fobia de macarena na caixa de comentários do post anterior, informo que não vi trenzinho em volta da piscina, mas agora à noite jantamos a menos de 10 metros de um karaokê. A vida é correr riscos, meus amigos. E eu sou um aventureiro dependente da adrenalina.

Por isso, é melhor ir dormir. Boa noite.