O meu lugar na Provence

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 A vida não é fácil. Saúde, amor e dinheiro ainda não são distribuídos no semáforo (ou farol, ou sinal, dependendo do lugar de cada um). Ao contrário, vacilou, dançou; uma bala perdida aqui, uma doencinha cabulosa ali, um irmão, um pai, um amigo que se vai. A vida é, na maior parte do tempo para grande parcela das pessoas, injusta e brutal.

Então às vezes eu fico um pouco desconfortável de ficar falando de viagens a lugares vistos como sofisticados (apesar de serem, no caso que relatarei, o máximo da simplicidade). Sou básico por definição: meu carro é um Mille, valente mas já meio velhaco; meu cão, um fox paulistinha, igualmente valente e também meio velhaco; e adoro tênis, jeans e camiseta, em especial os valentes e um tanto velhacos.

Não tenho nem vocação para, nem ambição de, ser rico. Só se ganhar na loteria. Aí vou ficar mais feliz. A primeira vez que fui pra Europa, fiquei lá 1 ano. Foi em 1983, logo depois de ter ido à Bolívia e ao Peru. Eu havia perdido o emprego e, pra aproveitar, vendi tudo o que tinha (geladeira, fogão, motocicleta) e comprei uma passagem só de ida. Sobrevivi fazendo bicos, o que me permitiu o luxo de encontrar casualmente a Torre Eiffel, na janela de um vagão do metrô, semanas depois de ter chegado a Paris.

Aprendi ali que não é preciso muito dinheiro pra viajar. É preciso querer muito, abrir mão de frescuras e gostar das diferenças.

Todo esse biro-biro, digo, lero-lero, é pra explicar que não gosto da Provence porque ela é supostamente chique. É porque ela é básica, calma e linda. Não foi de graça que aqueles impressionistas ficaram tão impressionados com a luz, a natureza, aquele modo de viver. Até eu que sou bobo.

Eu gostaria que todo mundo pudesse encontrar a sua Provence e voltar lá de vez em quando.

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O que faz uma foto do Parque Güell, em Barcelona, num relato de uma viagem pela Provence? Simples, você tem que chegar primeiro na Europa, pra depois ir pro sul da França. Então escolhemos Barcelona, porque adoramos (e, a partir de agora, sou na primeira pessoa do plural). Só por isso o Parque Güell tá aqui.

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Barcelona, durante muito tempo, esteve no topo da lista dos lugares onde eu viveria fora do Brasil, depois de ter morado por 8 meses em Paris e saído de lá com os pacovás repletos. Como dizia o sempre presente Tom Jobim, Paris é linda, mas é uma merda. Sei lá se Barcelona é boa de morar. Mas é ótima (como Paris) pra visitar. A lagartixa do Gaudi é a minha homenagem ao Ano da Lagartixa, que se comemora em 2007, segundo o calendário corvídeo.

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Já estas armaduras da Casa Milà é porque nunca ninguém imaginou um telhado daqueles e Gaudí é dos poucos artistas que podem substituir a falta que faz uma foto do Cal Pep, pra eu mostrar o que é um bar de tapas marinhos sensacional, que faz eu ter vontade de voltar lá só pra comer e beber. Vou insistir nessa conversa de Cal Pep, porque a Bianca, lá do Viaje na Viagem, vai pra lá e, como todo mundo que vai pra lá, eu imploro que vá ao Pep. Quem é alérgico a frutos do mar, não gosta de vinho rosé, de comer com as mãos, no balcão e de lugares barulhentos, não vá, pra não engrossar a fila de espera e perturbar a vida dos que gostam.

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A troca inesperada de um par de sapatos mal comprados impediu que, no lugar da foto acima, tivéssemos uma imagem da igreja defronte à baía em Colliure, no pé dos Pirineus. É onde pretendíamos almoçar, mas o atraso na saída de Barcelona impediu. Fomos direto para Carcassone, o castelão acima, onde vimos Brasil x Holanda (sim, foi em 1998) e aprontamos um pequeno escândalo no silencioso hotel ao comemorar a vitória nos pênaltis.

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Carcassone é como um parque temático. É legal pra ver como o pau comia na idade média, rende um dia de passeio e uma boa parada pra não fazer o percurso mais longo do que merecem trabalhadores em férias.

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Dá pra perceber, sentada no murinho, que a responsável por não termos ido a Colliure veste um agasalho branco e tá com frio nas mãos. Carcassone é frio pra danar, por causa da proximidade com os Pirineus. Por isso, a ordem foi andar, atrás do sol.

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Iríamos diretamente a Lauris, no Luberon, mas no caminho fizemos um pequeno desvio para conhecer a Pont du Gard, a ponte (como sempre um aqueduto) mais alta do mundo romano. Paramos numa vendinha, compramos pães, queijos, frios e um vinhozinho e fizemos um piquenique.

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Deu até uma praia. Mas água gelada não vê os meus gambitos. Por isso, satisfeita a curiosidade turístico-arquitetônico-cultural, digamos assim, partimos para o nosso destino.

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A Gite du Meou, um tipo de pousada, dividida em apartamentos completos, que se aluga por semana. Com dois quartos, um banheiro, sala e cozinha. Saía bem barato na época do franco francês, menos de mil dólares, 7 dias, 5 pessoas. Hoje é o mesmo número quase mil, só que em euros. Fica fora da vila de Lauris, no Luberon, ao lado de Lourmarin e Cadenet. Atenção: estive lá em 1998, portanto, não estou recomendando, apenas mencionando, pois não sei se continua um bom lugar pra ficar como era na época.

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O jeito que eu mais gosto de viajar é arranjar uma base confortável, que me permita até mesmo cozinhar, alugar um carro e explorar a região. É o que fizemos ali. Nossa primeira incursão foi o circuito Peter Mayle, pra nos livrarmos logo das obrigações turísticas que nos auto-impomos. Então fomos para Bonnieux, fotos acima, e não sei por que me arrependo até hoje de não ter almoçado no Le Fournil, o restaurantezinho cuja foto está à sua direita. Nem sei se era bom, o lugar era, mas tive vontade e, sei lá a razão, não entramos.

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Bonnieux é uma das vilas citadas por Mayle em Um ano na Provence.

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E o que eu mais gostei foi dos telhados, das casas antigas e dos jardins floridos. O dia também não estava mau.

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No mesmo passeio, fomos a Menèrbes, onde, parece, Mayle morou. Eu, pra falar a verdade, até gostei dos livrinhos dele e mais ainda da esperteza dele (desconfio que o Riq também). Mas não tava nem aí pro Peter Mayle quando fui a Menèrbes.

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O que eu queria era relaxar com aquela paisagem.

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Cadenet, vista acima, já era uma conhecida de ouvir falar. Maria havia estado lá anos atrás e se hospedado na casa de amigos de amigos de amigos. Português, vocês sabem, dá em todo lado do mundo e sempre conhece um patrício que conhece alguém disposto a bem receber. Provavelmente, em reciprocidade, porque ninguém recebe melhor do que os tugas.

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Le Tambour d’Arcole, estátua de André Étienne, é o símbolo histórico de Cadenet. Esse tal de André, oriundo da vila, durante a Batalha da Ponte d’Arcole contra os austríacos, sob ordens diretas de Napoleão, infiltrou-se com um grupo por trás das linhas austríacas e fez soar os tambores de guerra, dando a falsa impressão de que chegavam reforços para compensar a inferioridade numérica dos franceses. Vai saber. Fato é que o Napoleão faturou mais essa e Cadenet ganhou um herói nacional.

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Cadenet é uma vila comum da Provence, com suas flores, suas cerâmicas e suas cores. Já contei, noutro post, sobre a feira que tem aos sábados de manhã.

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Nesse dia, fomos rever os amigos dos amigos dos amigos portugueses. Fomos recebidos com um almoço ao ar livre, o que francês (and the rest of the world) adora. Hei, já viram como os carecas dominam o planeta?

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Roussillon fica sobre uma colina de argila amarelo-avermelhada, Les Ocres. Então, o chão das ruas, os muros e as paredes são ocres. Se der mole, a população é ocre. Deve ser explorada no verão, manhã de sol. Se chover, mude os planos ou adapte-se (camaleoa!) ao lamaçal.

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Tem gente que pode achar isso aí, acima à esquerda, uma janela velha. Pra mim, é uma escultura. Como é arte o modelito automotivo roxinho, contrastando com a cor da terra.

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A fonte de toda a poeira é essa daí. Les Ocres propriamente ditos. Um parque em que a gente caminha no meio do pó. Essa argila, óbvio, serve de pigmento para a pintura das casas e outras finalidades.

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Juro que não tomei nada pra fazer as fotos e as cores são naturais. É a realidade, o que quer que isso signifique.

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Como sempre, levei o Teco pra passear e tomar sol. Olha lá ele pegando um bronze.

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Só os povos muito civilizados tem um lavapés (eau potable) na saída de uma mina de lama. E só povos mais civilizados ainda têm sandália como a havaiana, perfeita para enfrentar Les Ocres. Lavou, tá nova. A Maria não tá uma graça?

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Chegamos a Gordes entupidos com o impacto visual de Roussillon. Sabe quando a viagem overdosa? Você tá num lugar lindo, cercado por pessoas que você ama, você se sente superbem e aí fica bundando, feliz, achando que tá na Biquinha de São Vicente? Aquilo já faz parte do teu cotidiano.

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Na falta daqueles docinhos engasga-gatos da Biquinha, azeites pra turista. A turista mãe A-D-O-R-A um secos e molhados, como boa tripeira criada entre grãos, castanhas e especiarias, lá na rua do Bonjardim, e não poderia deixar de conferir a mercadoria. Sempre se  pode levar algo pra sopinha. Gordes estava devidamente ticado em nosso check list.

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Fontaine de Vaucluse é onde nasce o rio Sorgue, no fundo de uma caverna. Não dá, pra um fotógrafo amador, fotografar um buraco escuro ao meio dia. Então o melhor que eu consegui foi essa daí de cima, aspecto de uma velha fábrica de papel movida pelas águas transparentes do rio. Lembro bem do crepe que mandamos ver na hora do almoço. A foto do crepe está no nível da do buraco escuro.

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Então resolvi poupá-los e mostrar um pouco mais a Sorgue (rio, em francês, é feminino, o que torna tudo melhor, né mesmo?) e uns belos patinhos (marrecos? galinhas? ornitorrincos? alguém aí, ajude-me na classificação ornitológica!!!).

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Viajar cansa. Quem pensa que vai viajar de férias pra descansar se estrepa. Mas é de manhã e a nossa animada tripulação, conforme se vê, está em estado de alerta, estimulada por um dia inteiro que nos espera nos Gorges du Verdon. O flagrante foi no momento em que piscavam. Já viram como o povo pisca na hora da foto?

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O rio Verdon se forma, ou deságua, pra falar a verdade não tenho a menor idéia, no lago de Sainte-Croix. Caso vocês não tenham percebido, é importante salientar que a água é azul (ou verde, nunca sei direito). E em julho fica lotado de gente remando.

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E descendo o rio, aproveitando a correnteza.

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Duas estradas margeiam a garganta formada pelo rio.

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Que cada vez mais fica mais lá no fundo.

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Até chegar ao ponto mais alto, onde há o mirante acima, em que podemos parar o carro pra observar. É, a estrada é estreitíssima e há poucos pontos onde se pode parar pra ver a vista. Quem sofre de acrofobia, que nem o James Stewart, deve ficar molhando os pés no lago, em vez perturbar o passeio dos outros com uma crise de pânico.

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Olha lá como o rio tá longe.

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Vale a pena fazer um breve intervalo pra uma visitinha ao blog do Jorge Bernardes, o Giramundo. Ele fez uma viagem parecida usando a outra estrada, vista daqui numa panorâmica do túnel escavado na pedra. Mas volte logo pra cá.

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Este é outro túnel escavado na pedra, mas não tem nada a ver com aquele lá de cima. É só pra mostrar a estrada.

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No retorno, eu não poderia deixar passar sem fotografar a paisagem com os sempre presentes rolos de feno. Porque senão a minha mulher me dava com o pau de macarrão e eu tenho um medo danado.

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Ter tempo num lugar resulta nesse tédio que vocês podem testemunhar. Preciosas horas, que poderiam ser usufruídas nas aconchegantes salas de espera das estações de trem, nos chequins de aeroportos, em baldeações de metrô e no ar condicionado dos ônibus de excursão, são desperdiçadas sob um sol escaldante, sob o barulho horrível do canto das cigarras, sob o descabelante, não no meu caso, vento Mistral. Era feriado até pra nós, 14 de julho, dia da Queda da Bastilha.

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Esse dia de tédio na Provence foi atenuado por um passeio de fim de tarde até Les Baux de Provence. A estradinha pra lá é do tempo das carruagens, margeada por grandes árvores no que normalmente, hoje, são os acostamentos. Então, não queira trafegar pelo acostamento, pois você vai se dar mal.

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Essa aí é a minha paquera, contra a luz do crepúsculo lá em Les Baux de Provence.

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Fomos a Arles ver a festa do 14 de julho, de noite. Não aconteceu nada, porque o Mistral impediu o show de fogos de artifício. Ficamos então perambulando e demos com este estádio romano, onde aconteciam aqueles shows em que os corinthianos eram devorados pelos leões.

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Como naquela noite não havia corinthianos pra serem deglutidos, zanzamos no meio da multidão e demos com esse carrossel aí. Há muitos no sul da França. Não tem mais desses no Brasil, ou estou enganado?

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Quem vive no litoral não agüenta passar mais de uma semana longe do mar. Olhamos o mapa e o oceano mais próximo ficava em Cassis, do ladinho de Marselha. Uma típica vila mediterrânea. Pegamos um barco e fomos ver as calanques.

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A água transparente, uma praia de areia branquinha e o sol quente podem ser um convite irresistível para um mergulho. Não no meu caso. A água tem que ser morninha.

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As calanques não são lagartixas, como alguém pode ter imaginado, já que elas estão na moda. São esses penhascos rochosos aí, encontrados na costa entre Marselha e Cassis. Fim do passeio por escassez de memória (do autor, não do hardware).

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Todo mundo já deve estar se perguntando, a esta altura, aonde que esse cara foi que não é a Provence. Uma falta total de girassóis e de flores de lavanda, à exceção da fotinho de abertura. Deixei pro fim, pra espicaçar a vontade de ir lá. São campos e campos de flores no verão. É o flower power mais power que já vi.

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Nem mesmo esse fio estranho bem no meio da foto chega a atrapalhar. A minha mulher trouxe VÁRIOS ramos de flor de alfazema nas malas, bolsas e bolsos e passou meses, talvez ano, descobrindo algumas perdidas em algum canto, esfregando elas nas palmas das mãos pra ativar o perfume. Trata-se de um esporte altamente recomendável.

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Girassol, lavanda; lavanda, girassol. Dá pra escolher? Reparem na cor da erva e da terra. Não tem fotochop, eu juro. Tá bom, só um pouquinho de contraste. Mas ao vivo é muuuuito mais bonito.

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O post ficou gigante. Mas acabou. Fomos, ao contrário de todas as recomendações da razão e do bom senso, de carro pra Portugal. Quem sabe um dia a gente faça como os caras aí da frente. Um motorhome, com um carrinho velho a reboque, viajando como o Peter Fonda e Dennis Hopper, sem destino. Incrível, mas as férias estavam só começando.

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Sobre Beto Paschoalini

É o que dizem por aí.
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27 respostas para O meu lugar na Provence

  1. catitausa disse:

    Nossa, que relato 10. Eu ainda continuo sonhando com a Europa

  2. thamy disse:

    Fênix!!!! ( como se diz em Portugal) Maravilha de viagem e isso eu posso falar porque fiz parte de algumas partes dela. Beto, tenho a certeza que Colliure ficou pra depois porque o destino achou que seria melhor vcs voltarem. Ou pensas que 1 dia lá basta???Eu fui pra ficar 2 e fiquei quase 5. Quanto aos carrosséis podem até existir por aqui, mas os franceses “manjam” do assunto sim! Mas…pensando bem, eu nunca vi por aqui não.
    Outra coisa, vendo tudo isso confesso que o meu bichinho das viagens começou a corroer meus pensamentos e fiquei louca pra colocar de novo a mochila nas costas e largar tudo, de novo. Caraças!!!!O que eu faço com essa doença que eu tenho????Alguma idéia????

  3. oanodalargartixa disse:

    Puta viagem. E, por favor, não fique procurando segundo sentido no elogio, porque é o elogio de um sujeito, por incrível que pareça, também básico, não muito valente, mas bastante velhaco.

  4. gravatinha disse:

    dois comentários:

    Beto, uma vez que a tua coluna é cada vez mais lida em Portugal, cuidado quando dizes que te sustentaste na Europa “fazendo Bico”…

    Thamy, os leitores de tão prestigiado blog mercem saber a verdade e que ficaste em Collioure 5 dias em vez de 2 não porque a vila é linda (porque é) mas porque só de pensar em encarar as curvas até carcassone dava até tonturas 🙂

    beijos a todos. aguardamos ansiosamente novos posts. Para quando a história por detrás do Masters Series em Lisboa??

  5. Beto disse:

    Catita, bom que cê gostou. Vá pra Europa logo, menina!

    Thamy, só tem um tratamento pra essa doença. Cê compra o remédio pela internet. Só não me pergunte como pagar.

    Lagartixa, você também é um fofo.

    Gravatinha, não sei desse troço de bico em Portugal, não; aqui no Brasil, ATENÇÃO LUSITANOS, trata-se de trabalho temporário sem conotação sexual. Sobre a história por detrás do Masters Series em Lisboa, isto é um blog de família. Só tenho a comentar que a vitória do Guga foi sensacional.

  6. Arthur disse:

    Muito linda a Provence e o seu relato, Beto. Também me identifiquei muito com o seu preâmbulo, também me sinto desconfortável às vezes de escrever um blog sobre viagens, sei lá, percebo que boa parte das pessoas acha que este tipo de assunto é meio fútil e/ou esnobe. No início do meu blog, divulguei o link no meu trabalho, hoje nem sei se fiz bem ou não, nunca se sabe o que se passa na cabeça das pessoas. Mas devemos sempre fazer o que gostamos, quem não quiser, que não leia.
    Grande abraço

  7. Mô Gribel disse:

    Que lindo, Beto.
    Há alguns anos atrás, comprei de presente para minha mãe um livro somente com fotos de campos de lavanda.
    Me arrependi de não ter comprado dois…
    Algumas das suas fotos me fizeram lembrar dele e vou voltar a procurar.
    Europa ainda está fora dos meus planos, até porque nem sei por onde começar.

  8. Beto disse:

    Arthur e Mô, obrigado por passarem por aqui. Também tô sempre ligado em vocês. Abraços

  9. Carmen disse:

    ¡Vaya viaje más completo!.
    Las fotos son estupendas.

    En estas fotos aprecias, perfectamente, el espacio geográfico llamado “Mediterráneo” que hace referencia não sólo al mar, sinó también a un territorio y una forma de vida.
    Parabéns.

  10. Isabel O. Portugal disse:

    Olá,
    Um pequeno reparo:
    Em Portugal a palvra é “fônix” (e não “fênix”). Pelo menos é assim que ouco na escola. Como boa, velha e severa professora nem isso permito na sala. (Será que os professores no Brasil são todos tão liberais e moderninhos como aparecem de vez em quando retratados em novelas?… No tempo em que as via… Agora é raro)
    Quanto aos blogues de viagem, venham muitos e mais… Vivo o ano lectivo a sonhar com os fins-de-semana, as pausas, as férias. Só queria largar tudo e partir (ando com o sonho da Provença há seculos – vou pôr este relato numa pasta nos “Favoritos”)
    Beijinhos

  11. Beto disse:

    Não existem duas Isabel Portugal, né Isabel? Você é a Isabel Portugal que eu conheço, não é? Beijinhos pra você também…

  12. Michela disse:

    Parabéns Beto…adorei os posts…….bjs

  13. Beto disse:

    Beijos procê também, Michela…

  14. Isabel O. Portugal disse:

    Olá Beto

    Lamento mas Portugal é o meu pais e não o meu apelido (acho que vocês dizem sobrenome, nome de família). Devia ter colocado uma vírgula…

    A “sua” Isabel tb é professora?

  15. Beto disse:

    Sim, Isabel, a Isabel Portugal vive no Algarve e é professora. De toda maneira, seja benvinda. Sempre há espaço pra mais uma Isabel. Abraços

  16. Beto,

    Como um luso descendente e apaixonado por viagens, só posso dizer que seu texto está nota 11! Adorei rever a minha própria viagem pelos seus olhos. Eu tenho diversas fotos nos mesmos lugares que vc. Inclusive daquela loja de azeite em Gordes, só que eu me sentei e não comprei nada, etnão fui expulso!!! Parabéns.

  17. Luberon news disse:

    Sim amigos Brasileiros, voces estao certos, o Luberon e uma beleza aonde e muito bom se viver. Por favor passa por aqui de novo, e nos visitam!

  18. Beto disse:

    Luberon news, estamos pensando seriamente em fazer esse favor a vocês e visitar nossos amigos Marie Pierre e Bruno a Cadenet. A bientot…

  19. Ana Tereza disse:

    Coucou!

    Fiquei emocionada com o seu post. Engraçado ver outro brasileiro vendo a Provence com os mesmos olhos apaixonados. Tb adoro a regiao, os costumes e até os franceses que conheci por aqui. E vc tem toda razao quando fala da simplicidade da Provence, das suas cores, flores e feiras, este lugar é unico e pra mim é muito mais do que isso: é magico. Quanto à cidade para se basear para a proxima viagem aconselho a minha: Aix-en-Provence. Tem TGV, o aeroporto fica a 20 minutos e podemos dar um bom giro por toda a regiao. O unico problema é que Aix é uma cidade cara e a estadia pode custar muito. Vou ver se acho algo que valha a pena. Vcs querem vir quando? Beijos!

  20. Alexandre Angoti disse:

    Vocês acham que Nice ou arredores seria uma boa base para explorar a Provence? Faço esta pergunta porque é uma cidade bastante acessível para chegar de avião a a partir do Brasil: por exemplo, saindo de Brasília às 19h, chega-se a Nice antes de meio-dia do dia seguinte (passando por Lisboa).

    Um abraço.

  21. Beto disse:

    Alexandre, depende da parte da Provence que você quer conhecer. O coração da Provence, na minha opinião, está mais próximo de Marselha, que também tem um aeroporto importante. Mas Marselha não é uma boa cidade pra ficar hospedado se você quer circular pela Provence. O melhor é alugar um carro, escolher um vilarejo no Luberon. Caso a tua intenção é dividir Provence (Saint Paul de Vence, Grasse, etc…) e Côte d’Azur, aí sim Nice pode ser a opção mais adequada. Leia também https://omeulugar.wordpress.com/category/franca/provence/

  22. juliana A. B. disse:

    meu deus estou pasma viajando nas suas fotos,e sinceramente o seu blog é um dos mais legais que já vi sobre viagens, as fotos são ótimas e os detalhes das viagens perfeitas, estou querendo viajar pela frança de novo e ja estou me vendo lá.Parabéns! 😀

  23. juliana A. B. disse:

    Paulo me dê sua opinião, vc com certeza saberá me dizer… Estou pensando em ir pra Paris em agosto/11
    sozinha ou com 1 amigo,estou no aguardo ainda… Mas queria fazer a rota assim, Paris 4 dias (ja conheço mas gostaria de ir novamente)depois pegar um trem para Giverny e apenas passar o dia, pegar um trem para Rennes e me hospedar 2 noites para ir a Saint mALO e a Monte Saint Michel. depois outro trem para Blois ficar 2 noites para poder conhecer o valle de Loire e os castelinhos, depois seguir viagem para Bégica… O que acha desta rota pela frança? Agradeço a atenção.

    Obs: como não posso alugar carro,vou de trem fazer o estilo mochila nas costas avetura pela frente. 😀
    Juliana.

  24. juliana A. B. disse:

    Desculpa te chamei de Paulo. :/

  25. Beto disse:

    Olá, Juliana. Você já deve conhecer o site do Ricardo Freire, Viaje na Viagem (www.viajenaviagem.com), que é onde você poderá obter as melhores informações sobre o teu roteiro. Além de Paris, entre os lugares que você menciona, só conheço Blois. Eu cada vez preciso de mais tempo nos lugares a que vou, então tenho a impressão de que duas noites apenas em Blois (o que significa 1 dia e meio, se considerar o dia da chegada como meio dia) é pouco. Cada castelo vai te ocupar um dia inteiro. Recomendo Chambord e Chenonceau, são lindos. Abr

  26. Alexandre Angoti disse:

    Valeu, Beto. Vou continuar pesquisando. Parece que alugar um carro é a melhor opção para visitar um pouco da Provence e Côte d’Azur (a partir de Nice; com mudança de base para a segunda etapa na Provence). Qual seria uma boa cidade-base para explorar a Provence?

  27. katia r. prade rezende disse:

    beto, ri muito com seus apontamentos oportunos neste post!
    fiquei emocionada all the time! nosso avião parte quarta que vem, adivinha, adivinha pra onde?
    simmmmmmmmmmmmm, conexão em frankfurt e depois marseille e depoissssss, aix en provence!!!
    9 dias de puro deleite por todos estes lugares maravilhosos que voce mencionou, e alguns mais ainda! rotas programadas, carro alugado e voilà!
    eu e tiago na provence!
    abraço
    katia

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